Pastora evangélica será ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

Débora Melo
Damares Alves concede entrevista ao lado do futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

A advogada e pastora evangélica Damares Alves, assessora parlamentar do senador Magno Malta (PR-ES), será a chefe do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro. O anúncio foi feita nesta quinta-feira (6) pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni,em Brasília.

Em entrevista à imprensa na sede do governo de transição, a futura ministra disse que a prioridade de sua gestão será a infância e a vida.

"Vamos começar a pensar em salvar vidas. Nós entendemos que o maior e o primeiro direito a ser protegido é o direito à vida. Nós vamos trabalhar nessa linha. O maior direito do humano é o direito à vida", disse ela a jornalista.

Funai

O ministério também ficará responsável pela gestão da Funai (Fundação Nacional do Índio), hoje subordinada ao Ministério da Justiça.

Questionada sobre declarações contrárias à demarcação de terras feitas pelo presidente eleito, Alves adiantou que não concorda com algumas demarcações e disse que "índio não é só terra".

"A Funai não é problema, índio não é problema neste governo. O presidente só estava esperando o melhor lugar para colocar a Funai. E nós entendemos que é o Ministério dos Direitos Humanos, porque índio é gente e índio precisa ser visto de uma forma como um todo. Índio não é só terra, índio também é gente."

"Sobre demarcação, vamos ter que conversar sobre isso. Eu acredito que o presidente tinha informações muito importantes e embasamento para falar isso [que existe uma indústria da demarcação, por exemplo]. Eu, particularmente, questiono algumas áreas indígenas, mas isso é um assunto que vamos discutir", completou.







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