Patinetes sobrevivem à pandemia nos EUA com novos modelos e funções

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.10.2019: Vista de patinetes elétricos, meio de transporte utilizado durante à pandemia da Covid. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.10.2019: Vista de patinetes elétricos, meio de transporte utilizado durante à pandemia da Covid. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Com a pandemia, 22% dos sistemas de empréstimo de bicicletas e patinetes fecharam nos EUA. Mesmo assim, o país terminou 2020 com ao menos 224 cidades sendo atendidas por serviços assim, mostram dados da Nabsa (Associação norte-americana de sistemas de bicicletas compartilhadas, na sigla em inglês).

O estudo aponta que ao menos 130 cidades da América da Norte possuem um sistema de empréstimo de patinetes. E 168 localidades oferecem empréstimo de bicicleta. Ao todo, ao menos 224 cidades contam com ao menos um dos dois serviços. O levantamento soma dados de Estados Unidos (que abriga 203 cidades do estudo), Canadá (7) e México (14).

Nos primeiros meses da crise, o avanço da Covid reduziu deslocamentos pelas cidades e muitos serviços foram suspensos. Mas, ao mesmo tempo, diversos governos abriram novas ciclovias como forma de estimular a circulação ao ar livre, com distanciamento social, e dar opções a usuários do transporte público.

Com isso, mais gente se interessou em usar veículos de duas rodas. Conforme as atividades foram sendo retomadas, as empresas de mobilidade no mercado norte-americano notaram aumento de novos usuários e de viagens para lazer, e uma queda no uso em dias úteis.

Entre as bicicletas, os modelos elétricos têm avançado. Quatro em cada dez sistemas de empréstimo de bikes na América do Norte já contam com veículos assim em suas frotas, mesmo que de modo parcial.

No mercado de patinetes, novos modelos estão ganhando espaço, com rodas maiores, suspensão mais estável e dois manetes de freio –em vez de um. Há também mudanças nos sistemas. Em Detroit, por exemplo, a velocidade máxima das patinetes é controlada por GPS e varia de acordo com o local. Em alguns bairros e avenidas, o motor acelera mais. Em ruas exclusivas para pedestres ou em áreas históricas, o usuário não tem escolha a não ser ir mais devagar.

Há também maior integração com outros aplicativos: em várias cidades dos EUA, Uber e Lyft dão acesso imediato às patinetes, sem precisar baixar um novo app. Os sistemas de empréstimo também vão sendo integrados a mais aplicativos que traçam rotas, como o Moovit.

A Lime, uma das principais operadoras do setor, se aproximou do mercado de turismo e lançou guias com rotas e pontos de interesse em San Francisco e Los Angeles, no final de agosto, para turistas percorrerem a bordo de patinetes ou bicicletas.

Em Washington, o uso de patinetes segue bastante frequente nas ruas, especialmente em áreas turísticas. Os usuários circulam tanto nas calçadas, apesar de alertas de restrição, quanto nas ciclovias e entre os carros.

As principais empresas de patinetes que atuavam no Brasil, como Grow e Lime, anunciaram o fim de suas operações nas cidades que atendiam no começo de 2020, pouco antes do começo da pandemia.

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