Patrimônio do clã Bolsonaro: Randolfe diz que irá ao STF para caso ser investigado

Senador Randolfe Rodrigues (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
Senador Randolfe Rodrigues (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou nesta quarta-feira (31) que fará uma petição ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o caso do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus familiares próximos envolvendo a compra de imóveis com uso de dinheiro em espécie seja investigado pelas autoridades competentes.

Segundo o senador, “só enrique na política e constrói esse patrimônio quem está roubando”.

"Com o salário legal que a gente recebe não é possível [enriquecer na política], estou há dez anos em Brasília e não moro em mansão, moro no mesmo apartamento funcional e não comprei mansão. Não tenho carros de R$ 1 milhão, de R$ 500 mil, não tenho patrimônio dessa natureza”, falou.

“Creio eu que um salário de senador da República, que não é ruim, mas de R$ 22 mil, é incapaz desse tipo de fácil enriquecimento na política, é impossível. Só enriquece desse jeito na política quem rouba", acrescentou ele em entrevista ao portal UOL.

Ele também afirmou que está analisando junto a sua equipe jurídica de que forma a petição será feita.

"Ainda estou vendo com a equipe jurídica. Certamente não será na PGR e pode até ser no Ministério Público da 1ª instância.”

Entenda o caso

Quase metade do patrimônio em imóveis do presidente e de seus familiares mais próximos foi construída nos últimos 30 anos com uso de dinheiro em espécie.

Reportagem do portal UOL divulgada na terça (30) revela que desde 1990, quando Bolsonaro entrou na política, até hoje, ele, irmãos e filhos negociaram 107 imóveis. Do total, pelo menos 51 foram adquiridos total ou parcialmente com uso de dinheiro vivo, segundo declaração dos próprios integrantes do clã.

As compras registradas nos cartórios com o modo de pagamento “em moeda corrente nacional”, que significa “repasses em espécie”, totalizaram R$ 13,5 milhões. Porém, atualmente esse dinheiro vale bem mais: Em valores corrigidos pelo IPCA, o volume equivale a R$ 25,6 milhões.