Paula Braun sobre depressão na quarentena: 'Se não fossem Mateus Solano e as crianças, teria afundado'

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Paula Braun está vivendo uma nova fase da carreira. Além de atriz, agora é cineasta. O primeiro lançamento é "Ioiô de iaiá", um documentário focado em sete casais que estão juntos há 50 anos. Filmado em 2014, foi distribuído só agora tanto por questões orçamentárias, como pelos rumos que a vida tomou nos ultimos anos.

"Filmei grávida, tive filho, parei, segui quando deu. Tive uma equipe linda de mulheres incríveis que me deram a mão e força em muitos momentos, além do carinho de pessoas que me abriram a casa e as histórias de uma forma tão bonita e generosa que aquilo ficou comigo durante todo o processo e todas as dificuldades que enfrentei. É uma vitória estrear, ainda mais agora", disse à coluna de Heloisa Tolipan.

O planejamento foi todo alterado com a pandemia. Em determinado momento, se viu sem saber como prosseguir com o trabalho. Aos poucos foi descobrindo novas formas de produção e exibição. As formas de adaptação também tiveram que entrar na vida pessoal. Para esta fase, a atriz admite que foi difícil, mesmo com a companhia do marido Mateus Solano e dos filhos.

"Ficamos muito mais do que 24 horas juntos, foram meses. Eu saí algumas vezes para o mercado, só. Até voltar a encontrar com um ou outro amigo ou trabalhar presencialmente, demorou. Se não fossem Mateus e as crianças eu acho que teria afundado, porque foi bem difícil para mim. Eu digo que me salvaram, nos salvamos. Cozinhei, dancei na cozinha, bebi meu vinho, testei receitas. Tive depressão, ansiedade e algumas crises também. Tudo com eles e minha mãe, que esteve junto. Tiveram momentos lindos e outros de desabar. Um segurou o outro. Nunca vou esquecer. Aqui os laços ficaram mais fortes, com certeza", refletiu.