Paulo Marinho pedirá investigação sobre devassa em suas contas bancárias

MÔNICA BERGAMO
***FOTO DE ARQUIVO***Rio de Janeiro, Rj, BRASIL. 25/06/2019; Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro (PSL). ( Foto: Ricardo Borges/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A defesa de Paulo Marinho apresentará um requerimento nesta quinta para que o Ministério Publico Federal investigue eventual devassa que estaria sendo feita nas contas bancárias dele em represália à entrevista que o empresário concedeu ao jornal Folha de S.Paulo, publicada no domingo (17).

A informação de que contas dele estariam sendo verificadas pelo Banco Central circulava desde a quarta (20). A reportagem chegou a pedir um posicionamento à instituição. Nesta quinta (21), o site O Antagonista publicou que "alguém poderoso em Brasília está demandando informalmente dados bancários" de Marinho.

"Ficamos impressionados", diz o advogado Flávio Mirza, que representa o empresário e apresentará o pedido de investigação.

O Banco Central enviou a seguinte resposta à reportagem: “O BC não comenta caso específico. Cabe informar que, por vezes, a Justiça comanda tais pesquisas via BacenJud, um sistema eletrônico automatizado à disposição do Poder Judiciário. Nesses casos, as ordens de pesquisa e as respectivas respostas transitam no sistema sem a interferência ou o conhecimento do BC".

Marinho vai depor nesta quinta no MPF sobre as afirmações que fez à Folha de S.Paulo, de que um delegado da Polícia Federal vazou informações privilegiadas ao senador Flávio Bolsonaro sobre investigações que alcançariam Fabrício Queiroz, ex-assessor do gabinete dele quando exercia o mandato de deputado estadual.

Segundo Marinho, o próprio Flávio relatou a ele que, durante o segundo turno da eleição presidencial de 2018, enviou emissários à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para se encontrar com o delegado-informante.

Pouco depois do encontro, Queiroz e a filha dele, Nathalia, foram demitidos –o pai, do gabinete de Flávio. E a filha, do gabinete de Jair Bolsonaro, que ainda era deputado federal.

Marinho depôs na quarta na própria PF, em um inquérito aberto para investigar o vazamento.