Paulo Marinho rebate Flávio e sugere relações da família Bolsonaro com milícia e casos polêmicos

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Brazil's businessman Paulo Marinho speaks outside the Federal Police Headquarters in Rio de Janeiro, Brazil on May 26, 2020. - The Brazilian Federal Police carried out searches, as part of the Operation Placebo, at the official residence of the governor of Rio de Janeiro, Wilson Witzel, and at the homes of Brazilian former Secretary of Health Edmar Santos and former undersecretary Gabriel Neves. The operation is part of an investigation of the misappropriation of funds and fraud in the bidding processes for the purchase of equipment and supplies intended to combat the new coronavirus in Rio de Janeiro. (Photo by FABIO MOTTA / AFP) (Photo by FABIO MOTTA/AFP via Getty Images)
O empresário é o autor das acusações contra Flávio de que teria recebido informação privilegiada sobre a operação que mirou Queiroz. (Foto: FABIO MOTTA / AFP)

O empresário e suplente de senador Paulo Marinho (PSDB-RJ) rebateu as acusações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro e sugeriu, em uma postagem nas redes sociais, supostas ligações entre a família Bolsonaro aos casos de Fabrício Queiroz, da vereadora Marielle Franco e do ex-PM e miliciano Adriano da Nóbrega.

“O senador-que-desmaia-em-debate tornou a me atacar gratuitamente com ilações infundadas e inverdades. Sou adepto do contra-ataque. Comigo é assim, bateu, levou. Você tem certeza que quer falar sobre relações? Dica do suplente e conselheiro: você tem mais com o que se preocupar”, escreveu Paulo Marinho, no Twitter, em uma post feito na tarde desta quarta-feira (22).

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O empresário é o autor das acusações contra Flávio de que teria recebido informação privilegiada sobre a Operação Furna da Onça, em 2018, que mirou seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Ex-aliado da família Bolsonaro, Marinho é suplente na vaga ao Senado de Flávio Bolsonaro e agora pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio.

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A imagem compartilhada pelo peessedebista mostra um fluxograma das ligações entre Flávio, Michelle e Jair Bolsonaro com pivôs dos casos da suspeita de rachadinha no gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, e com o ex-PM e miliciano Adriano da Nóbrega, assassinato no início desse ano em uma operação na Bahia.

Na postagem, Marinho não cita o nome de Flávio, mas faz clara referência ao episódio ocorrido durante um debate eleitoral em 2018 no qual o então candidato teria passado mal e desmaiado ao vivo.

ENTENDA A BRIGA MARINHO X FLÁVIO

Desde o início da denúncia de Marinho, Flávio tem usado as redes sociais para fazer provocações e acusações de que o empresário estaria tentando a vaga no Senado “no tapetão”. Na segunda-feira (20), o filho do presidente negou em depoimento à PF (Polícia Federal) que tinha recebido as informações privilegiadas.

Na acusação, Marinho disse que um delegado da PF adiantou ao entorno de Flávio a informação de que seu então assessor, Fabrício Queiroz, havia sido citado nas investigações que culminaram na Furna da Onça.

Queiroz aparecia em relatório do Coaf (órgão federal de inteligência financeira) que identificou movimentações atípicas em sua conta e que foi anexado ao inquérito da Furna da Onça.

Ele, que está em prisão domiciliar, é apontado pelo Ministério Público como operador de um esquema de "rachadinha" (devolução de salários) no gabinete de Flávio quando exercia o mandato de deputado estadual no Rio.

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