Pauta Ambiental cai bem para Lula e Biden, mas governos precisam agir de verdade, insistem analistas

AP - Edmar Barros

A visita de John Kerry, assessor especial de Joe Biden, ao Brasil evidencia uma convergência dos dois países na pauta ligada ao meio ambiente. Analistas dizem que, para não deixar esvair oportunidade de avançar no tema, os Estados Unidos precisam garantir recurso robusto ao Fundo Amazônia e o Brasil tem de reduzir desmatamento

Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília

Hastear a bandeira ambiental é urgente para o planeta e interessante tanto para o Brasil de Marina Silva quanto para os Estados Unidos de John Kerry. A ministra do Meio Ambiente, o assessor especial do presidente Joe Biden e outras autoridades dos dois lados estiveram ontem reunidos por mais de duas horas em Brasília. Do Fundo Amazônia à transição de matriz energética, a pauta passou por temas caros para um mundo cheio de catástrofes, mas que não consegue cumprir metas ambientais fixadas em dezenas de acordos.

Para o Brasil, ou ao menos uma parte dele que sonha com um selo verde elevando o preço de seus produtos lá fora, é a chance de recuperar o protagonismo mundial num assunto que conhece. Para os Estados Unidos, dar voz a tal agenda é marcar pontos como superpotência mundial num momento de tensão com os rivais chineses. Tudo lindo, é preciso agora fazer a roda girar de verdade até para o Brasil ampliar frutos dessa parceria, disse à RFI Alexandre Uehara, coordenador do curso de Relações Internacionais da ESPM/SP.

Transparência

O desafio de antecipar eventos extremos


Leia mais em RFI Brasil

Leia também:
Doar milhões para o Fundo Amazônia é ‘greenwashing’ de países ricos e poluidores?
Conversa por telefone entre Lula e Macron se torna manchete na França
"O Brasil nunca teve uma boa relação com a Amazônia, mas isso deve mudar", diz historiador