Pazuello é um desastre para o país e para o governo, afirma Maia

DANIELLE BRANT
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*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF,  07.12.2020 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 07.12.2020 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, é um desastre para o país e para o governo, além de comprometer a imagem do Exército brasileiro com sua "incompetência", afirmou nesta quarta-feira (16) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Maia reuniu jornalistas para um café da manhã na residência oficial da Câmara. Na conversa, o deputado afirmou que Pazuello vai muito mal e se perdeu na gestão do Ministério.

"Eu acho o ministro da Saúde um desastre. Vai ser um desastre para o país, primeiro, e para o governo", afirmou Maia, que disse acreditar que a sociedade e a área médica já começam a entender isso.

"No momento da pandemia, o ministério da Saúde do jeito que está, quem vai pagar a conta primeiro é a sociedade, que é mais importante do que o governo pagar a conta", disse.

Maia ironizou e afirmou que o ministro, que era elogiado por sua habilidade logística, "até agora não apresentou nada organizado, para a vacina, para nada".

"E acho que ele pode, sem dúvida nenhuma, além de prejudicar muito a imagem do Exército brasileiro, ele pode comprometer muito, com essa falta de organização, com essa incompetência, tanto a solução para a vacina quanto a solução para esse movimento, esse aumento no número de infectados, de mortos, que precisaria de uma articulação melhor e de melhor qualidade entre governo federal, estados e municípios", ressaltou.

Para ele, o Exército vai perder o que ganhou nos últimos anos de imagem desde a redemocratização. "É um ótimo general para fazer a logística do Exército, mas para fazer a logística do Ministério da Saúde é um desastre."

As críticas acontecem no mesmo dia em que o Ministério da Saúde apresentou oficialmente o plano nacional de imunização. O planejamento foi divulgado no sábado (12) em ofício enviado ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

O plano inclui a Coronavac, do Butantan, em uma lista chamada de "adesão do Brasil às vacinas".

A lista cita a vacina de Oxford, a da Pfizer, Bharat Biotech, Moderna e Janssen, além do consórcio da Covax Facility, da OMS.

Apesar das críticas a Pazuello, Maia elogiou outros militares que ocupam cargos no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

"Admiro muito o [general Luiz Eduardo] Ramos [ministro da Secretaria de Governo] e [general Walter] Braga Neto [ministro da Casa Civil", afirmou. "Acho que foram treinados para comandar e não para liderar. Acho que estão ali tentando fazer o melhor deles, com todas as dificuldades que está no entorno do presidente."

Na avaliação de Maia, os militares, porém, têm pouco conhecimento de política e da relação com o Legislativo. "Como geralmente os militares tendem a saber comandar e não a liderar, eles acham que essa relação é de comando. Se eu libero a emenda, eu comando uma bancada, e não é assim."