Pazuello diz não estar completamente recuperado da covid: “Doença complicada”

Ana Paula Ramos
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Brazilian Health Minister Eduardo Pazuello delivers a speech during a ceremony to launch the Genomas Project at Planalto Palace in Brasilia on October 14, 2020. - The Genomas Project aims at making a population study to identify rare diseases by sequencing the DNA of 100,000 Brazilians. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi diagnosticado com covid no final de outubro (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitiu nesta quarta-feira (11) não estar “completamente” recuperado da covid-19 e disse ainda sentir efeitos da doença.

"Não estou completamente recuperado, é claro. É uma doença complicada. É difícil você voltar ao normal, mas a gente já consegue trabalhar um pouquinho. É o primeiro dia de atividade no trabalho", falou Pazuello em cerimônia no ministério.

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O ministro participou do lançamento da campanha do Novembro Azul, que visa a estimular os homens a cuidar da saúde.

No final de outubro, logo que foi diagnosticado, Pazuello apareceu em uma transmissão ao vivo ao lado do presidente Jair Bolsonaro. “Semana que vem, talvez, com toda certeza, tu volta para o batente aí”, disse Bolsonaro.

O ministro afirmou, na ocasião, que estava “zero bala”.

O presidente aproveitou para dizer que Pazuello era “mais um caso concreto” de que o uso da hidroxicloroquina “deu certo”, apesar de a droga não ter eficácia comprovada contra o novo coronavírus.

No entanto, uma semana depois, Pazuello foi internado por conta da doença.

Na transmissão, o ministro também minimizou ter sido desautorizado pelo presidente após anunciar a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina do laboratório chinês Sinovac e desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan,

"Senhores, é simples assim: um manda e o outro obedece”, declarou.

O ministro foi questionado nesta quarta sobre a retomada dos testes da Coronavac, autorizada pela Anvisa. "Eu não tenho nada para falar. Hoje, é só Novembro Azul”, respondeu.

Apesar de Pazuello reconhecer a gravidade da covid-19, o presidente continua minimizando os efeitos da doença. Ontem, ele disse que o Brasil “tem que deixar de ser um País de maricas” e enfrentar a doença.

“Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade", afirmou ele em cerimônia no Palácio do Planalto.