Pazuello mente à CPI ao negar ordem de Bolsonaro para cancelar compra da Coronavac

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BRASÍLIA, DF, 19.05.2021: EDUARDO-PAZUELLO - O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, um dos principais alvos da comissão de inquérito do Senado, presta depoimento na CPI da Covid, em Brasília, nesta quarta-feira. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 19.05.2021: EDUARDO-PAZUELLO - O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, um dos principais alvos da comissão de inquérito do Senado, presta depoimento na CPI da Covid, em Brasília, nesta quarta-feira. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-ministro Eduardo Pazuello afirmou à CPI da Covid que o presidente Jair Bolsonaro nunca deu ordem para que ele não comprasse vacinas produzidas pelo Butantan apesar de o mandatário ter afirmado nas redes sociais que havia mandado cancelar acordo de intenção de compra da Coronavac.

"Ele [Pazuello] tem um protocolo de intenções, já mandei cancelar se ele assinou. Já mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade. Até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado nela, a não ser nós", disse o presidente em 21 de outubro do ano passado.

No dia anterior, Pazuello havia anunciado a intenção de compra no imunizante produzido pelo Butantan em parceria com a Sinovac, empresa chinesa. Após a declaração de Bolsonaro, o então secretário-executivo da pasta Elcio Franco afirmou que não havia compromisso para compra de vacinas produzidas pelo laboratório paulista.

Nesta quarta, porém, Pazuello afirmou que nunca recebeu ordens para cancelar o acordo e que a declaração e mensagens de Bolsonaro nas redes sociais eram do "agente político."

"Nunca o presidente mandou eu desfazer qualquer contrato, qualquer acordo com o Butantan. Ele [Bolsonaro] nunca falou um ai sobre o Butantan. Uma postagem na internet não é uma ordem", disse o ex-ministro à CPI.