Pazuello representa Brasil na OMS e afirma que país aposta no 'diálogo' com estados e municípios

Paula Ferreira
Novo secretário executivo de saúde, Eduardo Pazuello

BRASÍLIA - O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, participou por videoconferência, nesta segunda-feira, de uma assembleia realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Embora o presidente Jair Bolsonaro faça críticas reiteradas a governadores e prefeitos, durante a reunião, Pazuello afirmou que o país tem estabelecido as estratégias de enfrentamento à pandemia por meio do "diálogo entre os três entes federativos". O ministro disse ainda que o Ministério da Saúde ajusta seus protocolos com base em "evidências e nas experiências exitosas nacionais e internacionais".

— Por ser o Brasil, um país com dimensões continentais e com características tão diversas, temos estabelecido estratégias adequadas a cada região, através do diálogo entre os três entes federativos, com foco atual na região Norte-Nordeste do país, que são as regiões mais afetadas até o momento — discursou Pazuello.

De acordo com ele, o governo conduz avaliações de risco diárias e tem atuado para reforçar recursos de estados e municípios, seja em relação à aquisição de materiais ou com reforço de pessoal. Ainda que o presidente Bolsonaro defenda a revisão do protocolo relacionado ao uso de cloroquina para o tratamento da Covid-19 desde a fase inicial da doença à revelia das evidências científicas, Pazuello afirmou que os ajustes nos protocolos do Ministério da Saúde são feitos com base em evidências e experiências de sucesso no Brasil e no mundo.

O interino também se solidarizou com as famílias das vítimas e homenageou profissionais de saúde e afirmou que o Brasil apoiará e participará de iniciativas globais de combate à doença, como o Solidarity Trial, organizado pela OMS. Segundo ele, essas estratégias " fortalecem a cooperação internacional e buscam garantir o acesso universal ao diagnóstico, aos medicamentos e às vacinas"

— Nos permitirão salvar mais vidas e retornar à normalidade de forma segura, sem que ninguém fique para trás.