Máfia italiana se une ao PCC em SP para fortalecer rotas do tráfico internacional

Police officers stand outside a suspect's house during an operation conducted with U.S. FBI agents, in Sinopoli, southern Italy, early Thursday morning, May 7, 2015. Italian police said that in operations conducted with U.S. FBI agents they have dismantled a major drug trafficking ring whose base was a restaurant-pizzeria in New York City. At least 15 suspects have been detained by early Thursday, including three in the United States connected with the eatery in the city's Queens borough. Investigators say the crackdown further demonstrates that the 'ndrangheta, an organized crime syndicate rooted in Calabria in the toe of the Italian peninsula, have forged ever stronger ties with U.S.-based mobsters. (AP Photo/Adriana Sapone)
Investigações europeias apontam fortalecimento de conexões entre a 'Ndrangheta com o PCC. (Foto: AP Photo/Adriana Sapone)

A máfia italiana tem feito conexões com o PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo para ampliar a utilização do Brasil na rota para o tráfico de drogas com destino à Europa, principalmente saindo do porto de Santos (SP).

Em dois anos, ao menos três prisões de líderes da 'Ndrangheta, organização criminosa sediada no sul da Itália, foram realizadas após investigações europeias. As informações são do portal UOL.

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Além dos três presos, a polícia acredita que outros dois suspeitos possam ainda estar no Brasil ou terem passado pelo Estado de São Paulo para fortalecer esse laço entre as facções, que lucra com a revenda de drogas no Velho Continente.

Entre 2017 e 2018, a polícia europeia suspeita que tenha sido enviadas do Brasil à Europa cerca de 2 toneladas de cocaína, avaliadas em cerca de R$ 1 bilhão.

PRISÕES

Na semana passada, Nicola Assisi e seu filho, Patrick Assisi, foram presos em um apartamento na Praia Grande, litoral de São Paulo. Nicola é apontado como integrante da máfia italiana, onde possui o apelido de “O Sobrinho” ou de "Fantasma da Calábria", região do sul da Itália dominada pela 'Ndrangheta.

Os investigadores suspeitam que eles tenham morado em São Paulo por, pelo menos, um ano. E, de lá, viajavam para outros países da América Latina comprando cocaína e negociando conexões com facções que controlam o tráfico de drogas. Em uma interceptação telefônica feita em 2018, Assisi revelou a um de seus sócios localizados em Turim, no norte da Itália, que estava no Paraguai “para o trabalho”.

Segundo o portal UOL, Nicola também coordenava os negócios do tráfico na região do porto de Santos.

Armas apreendidas com os Assisi, suspeitos de integrarem a 'Ndrangheta, durante a prisão de pai e filho, na Praia Grande, litoral de São Paulo. (Foto: Carabinieri via AP)
Armas apreendidas com os Assisi, suspeitos de integrarem a 'Ndrangheta, durante a prisão de pai e filho, na Praia Grande, litoral de São Paulo. (Foto: Carabinieri via AP)

Outro apontado como integrante da máfia italiana que esteve no Brasil para negociar com o PCC é Domenico Pelle. A polícia europeia suspeita que ele viajou para São Paulo e se encontrou, pessoalmente, com líderes da facção brasileira por duas vezes nos anos 2016 e 2017.

Um dos encontros teria sido com Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como ‘Fuminho’, braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Em dezembro de 2018, Pelle foi preso na Europa e desde então nega em depoimento denúncias que o ligam ao PCC.

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