PCC nega participação em mortes na fronteira com Paraguai: "Prezamos a vida acima de tudo"

·2 min de leitura
(EVER MONGELOS/AFP via Getty Images)
(EVER MONGELOS/AFP via Getty Images)
  • O PCC negou participação em chacina na fronteira entre Brasil e Paraguai, na última semana

  • Entre as vítimas, está Farid Charbell Badaoui Afif (DEM-MS), de 37 anos, vereador de Ponta Porã

  • Também foi morta a paraguaia Haylee Carolina Acevedo Yunis, filha do governador Ronald Acevedo

Integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) negaram participação na chacina na fronteira entre Brasil e Paraguai, na última semana. A polícia paraguaia investigava se a facção criminosa teria agido na execução de cinco pessoas em menos de 24 horas na região. Entre as vítimas, está Farid Charbell Badaoui Afif (DEM-MS), de 37 anos, vereador de Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense vizinha à paraguaia Pedro Juan Caballero.

"Prezamos a vida acima de tudo, porém quando temos que tomar alguma atitude referente a alguém este mesmo é comunicado que está decretado [sic] a morte. Não compactuamos, não concordamos com atos que causem a morte covardemente de pessoas inocentes e combatemos tais atos", diz o trecho da mensagem do PCC interceptada pelo serviço de inteligência do governo de São Paulo na noite de 9 de outubro, horas depois do crime.

Leia também:

A carta termina com uma mensagem às famílias dos mortos. "Deixamos nosso pesar às famílias. Ass. Primeiro Comando Da Capital."

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o comunicado é destinado ao “crime em geral”, às autoridades governamentais e aos veículos de "comunicação mundial". A cúpula de segurança do governo paulista considera que a mensagem é autêntica e foi produzida por membros da facção.

O vereador Farid Charbell Badaoui Afif (DEM-MS), morto em chacina na fronteira com o Paraguai - Reprodução/Câmara Municipal de Ponta Porã
O vereador Farid Charbell Badaoui Afif (DEM-MS), morto em chacina na fronteira com o Paraguai - Reprodução/Câmara Municipal de Ponta Porã

Como aconteceu o crime

Além do vereador Farid Afif, foram assassinadas outras duas vítimas brasileiras e duas paraguaias, entre elas Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, filha do governador do estado de Amambai, Ronald Acevedo. Ela foi atingida por seis tiros.

De acordo com a Polícia Civil, os tiros que atingiram o parlamentar foram disparados por uma pessoa que estava em uma motocicleta. No local foram recolhidos quatro munições de calibre ponto 45 e pelo menos um acertou o parlamentar, que morreu no local. Os policiais recolheram equipamentos de gravação de imagens para análise do que foi capturado em relação à execução.

Conforme a polícia paraguaia, as quatro pessoas mortas no início da manhã deste sábado foram atingidas por tiros quando saíam de uma casa noturna. Elas estavam em um veículo de placas do Paraguai e os atiradores, em uma caminhonete.

Os suspeitos desceram da caminhonete, se aproximaram do veículo da vítima, atiraram e fugiram. Todos os baleados morreram no local.

Também foram mortas as estudantes de medicina brasileiras Kaline Reinoso de Oliveira, de 22 anos, natural de Dourados, morta com 14 tiros; e Rhamye Jamilly Borges de Oliveira, de 18 anos, assassinada com 10 tiros. Com informações do portal G1.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos