PDT de Ciro Gomes já avalia neutralidade no segundo turno

Ciro Gomes (PDT) (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Ciro Gomes (PDT) (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), candidato à Presidência da República, não conseguiu conseguir subir nas pesquisas eleitorais, e tem se mantido na casa dos 7% de intenção de voto. Com isso, os pedetistas já avaliam o posicionamento no segundo turno, que poderá ser de neutralidade.

Segundo informações do jornal O Globo, ainda não há uma definição do partido sobre o assunto. Contudo, os integrantes da agremiação concordam que, diante dos ataques promovidos por Ciro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), soará incoerente um alinhamento entre as siglas na segunda etapa da disputa.

Além disso, a hipótese do apoio do pedetista a Lula já é descartada.

Dessa forma, cresce a probabilidade do partido adotar a neutralidade e liberar os filiados a apoiar o petista.

Segundo o jornal, essa possibilidade já é defendida nos bastidores por integrantes dos diretórios do Rio Grande do Sul e entre alguns membros do partido em São Paulo.

Nesse caso, o único veto da sigla seria o apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Com Bolsonaro jamais. Mas não dá para falar de segundo turno agora, porque isso seria enfraquecer a nossa candidatura. Tudo pode mudar até lá, e nós faremos o possível para isso”, afirma o presidente do PDT, Carlos Lupi.

Até agora, a única definição é de que os pedetistas irão se reunir no dia 2 de outubro, após os resultados das eleições, para definir se acompanharão Lula.

A mesma conversa ocorreu em 2018, quando a sigla seguiu com Fernando Haddad (PT) de forma crítica.

O peso do Ceará

Nas últimas eleições gerais, Ciro e o irmão, o senador Cid Gomes (PDT-CE), defenderam o apoio a Haddad por conta da aliança entre PT e PDT no Ceará, berço político dos irmãos.

Agora, a parceria já não existe mais. Por isso, aliados acreditam que o arranjo em prol de Lula poderá não se repetir.

A tendência é que Ciro não diminua o tom contra Lula por ressentir-se da falta de apoio do PT em 2018, quando o ex-presidente estava impedido de concorrer por questões judiciais.

“Toda eleição que houve até hoje, o (Leonel) Brizola apoiou o Lula. O que está em jogo é a luta do opressor contra o oprimido, e o PDT sempre esteve ao lado do oprimido. Acho que deveríamos apoiar o Lula, mas isso sou eu. Só após a reunião da Executiva vamos saber a posição do partido, se apoiaremos Lula ou se vamos nos abster”, disse o secretário-geral do PDT, Manoel Dias, presidente do diretório de Santa Catarina, ao jornal O Globo.

Há ainda pedetistas que veem diferença entre Lula e Bolsonaro e, por isso, preferem que a sigla não declare apoio ao petista.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)