PDT sofre reveses em alianças no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e amplia isolamento de Ciro

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O PDT, partido de Ciro Gomes, sofreu um duplo revés nos últimos dias em estados da região Sul. Com dificuldades de montar palanques regionais para o seu candidato a presidente, o partido pode abrir mão de ter um nome próprio na disputa pelo governo gaúcho e passou a negociar uma aliança com o MDB. Já em Santa Catarina, a legenda foi rifada da chapa pelo PT, que pretende abrir espaço para o PSB, seu aliado na eleição nacional.

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O acordo no Rio Grande do Sul, caso se concretize, pode se tornar obstáculo tanto para Ciro, que perderá um palanque regional exclusivo, quanto para o pacto nacional dos emedebistas com o PSDB. Os tucanos exigem que o MDB abra mão da candidatura de Gabriel Souza para apoiar a tentativa do ex-governador Eduardo Leite (PSDB) de voltar ao Palácio Piratini.

O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PDT, o ex-deputado Vieira da Cunha, se reuniu na quarta-feira com Souza para negociar apoio ao emedebista. Hoje, ele apresentou seu nome como pré-candidato ao Executivo gaúcho — indo contra a direção nacional da sigla, que defende a manutenção do acordo com o PSDB.

Os dois partidos vão fazer suas convenções estaduais neste fim de semana; o PDT no sábado, e o MDB no domingo. Segundo dirigentes das duas siglas, mesmo com os eventos, as negociações continuam.

Se o acordo entre PDT e MDB for concretizado, Ciro terá que dividir o palanque com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), também postulante ao Palácio do Planalto.

— Na conversa com o MDB, nós colocamos como condicionante o apoio a Ciro, e o MDB disse que não haveria nenhum problema em fazer um palanque duplo junto com a Simone — disse Vieira da Cunha ao GLOBO.

Ele completa que as negociações tem o aval de Ciro e do presidente do PDT, Carlos Lupi:

— Todos os passos que tenho dado têm sido dados com a ciência tanto do presidente Lupi quanto do nosso candidato à Presidência, Ciro Gomes. Eles estão sendo informados no detalhe. Estamos perfeitamente afinados.

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Tanto Cunha quanto Souza vêm aparecendo nas pesquisas com um percentual parecido de votos, variando entre 1% a 3%. Os dois estão longe dos primeiros colocados nas sondagens, Eduardo Leite e o ex-ministro bolsonarista Onyx Lorenzoni, do PL.

Revés em Santa Catarina

Em outro estado no Sul, um outro revés para o PDT foi o rompimento do acordo que tinha com o PT em Santa Catarina. Com aval de Ciro, os pedetistas tinham combinado ficar com a vaga ao Senado na chapa de Décio Lima, candidato petista ao governo catarinense.

Em nome da aliança nacional com o PSB, porém, o PT de Santa Catarina agora apoiará a reeleição do senador Dário Berger (PSB-SC), deixando o PDT sem lugar na aliança.

A aliança entre PT e PDT no estado havia sido anunciada pelo presidente pedetista de Santa Catarina, o ex-ministro Manoel Dias, em meados de junho. O objetivo era garantir a Ciro um palanque competitivo no estado, mesmo que para isso fosse preciso dividi-lo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na disputa ao governo do estado, nomes próximos ao presidente Jair Bolsonaro (PL) estão à frente na corrida — como o atual governador Carlos Moisés (Republicanos), o senador bolsonarista Jorginho Mello (PL), e o ex-prefeito de Florianópolis Gean Loureiro (União Brasil). No polo da esquerda, é Décio quem tem a maior intenção de votos.

— Por uma decisão nacional do PT, eles jogaram fora uma negociação de mais de dois anos. Obedecendo uma ordem nacional, fizeram com que fosse em vão a construção de dois anos para convencer que a esquerda se unisse — criticou Manoel Dias.

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Apesar do fim do acordo com o PDT, o PT catarinense ainda espera ter os pedetistas no palanque de Décio. Uma possibilidade é entregar a vaga de vice na chapa majoritária a eles. No entanto, Dias, que também é secretário-geral do PDT, rechaça essa possibilidade.

— Os nossos planos era indicar o senador, porque o senador tem um palanque majoritário. Com isso, poderíamos dar palanque a Ciro.

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