PEC dos Precatórios tem que ter pequeno espaço para reajuste de servidores, diz Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro concede entrevista em Dubai
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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios pelo Congresso irá abrir espaço para se conceder reajuste aos servidores públicos federais, justificando o eventual aumento como resposta a um congelamento dos salários e à inflação.

"Há possibilidade, porque a inflação... estão há dois anos sem reajuste. A questão da pandemia até se justifica, porque muita gente perdeu emprego ou teve seu salário reduzido. Agora a inflação chegou a dois dígitos. Então conversei com Paulo Guedes, em passando a PEC dos Precatórios, tem que ter um pequeno espaço para dar algum reajuste. Não é o que eles merecem, mas é o que podemos dar", disse Bolsonaro em entrevista a jornalistas no Barein, onde está em viagem oficial.

Segundo o presidente, o aumento, se vier a ser concedido, seria dado a todos os servidores públicos federais, sem exceção. Bolsonaro disse ainda que concursos públicos só vão ocorrer para o que for essencial, citando o que foi feito para a Polícia Federal e para a Polícia Rodoviária Federal.

Na véspera, Bolsonaro já havia dito que a folga no teto de gastos a ser criada pela PEC dos Precatórios poderia ser usada para reajuste dos servidores federais, além de seu propósito principal, que é financiar o novo programa de transferência de renda Auxílio Brasil.

"Dá para atender a população mais carente, dá para atender a questão orçamentária e pensamos até, dado o espaço que está sobrando, em atender até em parte os servidores", disse Bolsonaro durante entrevista em Dubai.

Até o momento, entre as várias intenções do governo para aproveitar a folga no Orçamento aberta pela PEC, o reajuste de servidores --mal visto pela equipe econômica dado o efeito cascata que causa-- não tinha sido aventada.

O salário dos servidores federais está congelado desde 2019 e concursos públicos estão suspensos, medidas que foram cruciais para conter as despesas públicas este ano.

(Reportagem de Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu)

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