PEC dos Precatórios: Ciro Gomes ameaça abandonar campanha caso PDT não mude posição

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Brazil's presidential candidate for the Democratic Labor Party (PDT), Ciro Gomes speaks with the press after voting in Fortaleza, state of Ceara, Brazil, on October 07, 2018. - Brazilians began casting ballots Sunday in their most divisive presidential election in years, with a far-right politician promising an iron-fisted crackdown on crime, Jair Bolsonaro, the firm favorite in the first round. (Photo by Thiago Gadelha / AFP)        (Photo credit should read THIAGO GADELHA/AFP/Getty Images)
Ciro Gomes discordou da posição da bancada do PDT, que votou a favor da PEC dos Precatórios (Foto: THIAGO GADELHA/AFP/Getty Images)
  • Ciro Gomes afirmou que pré-candidatura à presidência pelo PDT está suspensa

  • Declaração foi feita após a maioria da bancada do PDT na Câmara votar a favor da PEC dos Precatórios

  • 15 deputados do PDT votaram a favor, seis foram contrários e três não compareceram

Pré-candidato à presidência da República em 2022, Ciro Gomes (PDT), ameaçou abandonar a campanha caso o partido ao qual é filiado, o PDT, não reveja a posição em relação à PEC dos Precatórios, aprovada na madrugada desta quinta-feira (4) em primeiro turno na Câmara dos Deputados

Entre os 312 votos - 4 a mais que os necessários para aprovar a PEC -, 15 eram do PDT. Ciro Gomes expressou a insatisfação nas redes sociais. 

"Há momentos em que a vida nos traz surpresas fortemente negativas e nos coloca graves desafios. É o que sinto, neste momento, ao deparar-me com a decisão de parte substantiva da bancada do PDT de apoiar a famigerada PEC dos Precatórios", escreveu. 

Segundo Ciro Gomes, a pré-candidatura dele ficará em suspenso até que o PDT decida rever a posição do partido. "A mim só me resta um caminho: deixar a minha pré-candidatura em suspenso até que a bancada do meu partido reavalie sua posição. Temos um instrumento definitivo nas mãos, que é a votação em segundo turno, para reverter a decisão e voltarmos ao rumo certo." 

A PEC dos Precatórios tornaria possível viabilizar o Auxílio Brasil, que substituiria o Bolsa Família, programa social que deixou de ser pago no mês de outubro. No entanto, deixando de pagar os precatórios, o governo de Jair Bolsonaro também abrira espaço para o orçamento paralelo. Ciro Gomes afirmou que o conceito de "justiça social" não pode ser confundido com "corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves, desvios de verbas, calotes, quebra de contratos e com abalos ao arcabouço constitucional." 

"Não podemos compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas", finalizou. Ciro Gomes tem aparecido em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais de 2022, atrás de Lula (PT) e de Jair Bolsonaro. O pré-candidato pelo PDT tem cerca de 9% das intenções de voto. 

Veja como votaram os deputados da bancada do PDT: 

A favor da PEC dos Precatórios 

  • Afonso Motta (PDT-RS)

  • Alex Santana (PDT-BA)

  • André Figueiredo (PDT-CE)

  • Dagoberto Nogueira (PDT-MS)

  • Eduardo Bismark (PDT-CE)

  • Flávia Morais (PDT-GO)

  • Flávio Nogueira (PDT-PI)

  • Fábio Henrique (PDT-SE)

  • Félix Mendonça (PDT-BA)

  • Leônidas Cristino (PDT-CE)

  • Mário Heringer (PDT-MG)

  • Robério Monteiro (PDT-CE)

  • Silvia Cristina (PDT-RO)

  • Subtenente Gonzaga (PDT-MG)

  • Wolney Queiroz (PDT-PE)

Contra a PEC dos Precatórios 

  • Chico D’Angelo (PDT-RJ)

  • Gustavo Fruet (PDT-PR)

  • Idilvan Alencar (PDT-CE)

  • Paulo Ramos (PDT-RJ)

  • Pompeo de Mattos (PDT-RS)

  • Túlio Gadêlha (PDT-PE)

Ausentes

  • Damião Feliciano (PDT-PB)

  • Jesus Sérgio (PDT-AC)

  • Marlon Santos (PDT-RS)

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