PEC Eleitoral: Somente 14 deputados votaram contra a proposta. Veja quem são eles

Apenas 14 deputados federais votaram contra a proposta de Emenda à Constituição (PEC) Eleitoral, que institui um estado de emergência no Brasil até o fim do ano para driblar a legislação e ampliar o pagamento de benefícios a menos de três meses da eleição.

O texto-base do projeto foi aprovado com o apoio de 393 deputados, placar que significa adesão de praticamente todos os deputados da oposição. O custo da PEC chegará a R$ 41,2 bilhões até o fim do ano.

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Todas as bancadas da Câmara, com exceção do Novo, orientaram a favor da PEC, inclusive os partidos de esquerda, como o PT. A maior parte dos que votaram contra é de parlamentares de partidos de centro-direta, como a ex-bolsonarista Joice Hasselmann (PSDB-SP) e Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que apoiou a eleição do presidente.

Apenas um parlamentar petista foi contra a proposta: Frei Anastácio (PB).

Os deputados fluminenses Pedro Paulo e Marcelo Calero, ambos do PSD e ligados ao prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), também votaram contra.

Veja a lista dos parlamentares que votaram contra a PEC:

Adriana Ventura (Novo-SP)

Alexis Fonteyne (Novo-SP)

Felipe Rigoni (União-ES)

Frei Anastácio (PT-PB)

Gilson Marques (Novo-SC)

Guiga Peixoto (PSC-SP)

Joice Hasselmann (PSDB-SP)

Kim Kataguiri (União-SP)

Lucas González (Novo-MG)

Marcel van Hattem (Novo-RS)

Marcelo Calero (PSD-RJ)

Pedro Paulo (PSD-RJ)

Tiago Mitraud (Novo-MG)

Vinicius Poit (Novo-SP)

A aprovação dessa PEC, segundo juristas, abre um precedente perigoso e irreversível, pois pode permitir que qualquer pretexto seja utilizado tanto para driblar a lei eleitoral como para afrontar a Constituição, criando um "vale-tudo eleitoral.

O drible na lei eleitoral pode comprometer a isonomia da disputa neste e em outros pleitos, alertam os especialistas. Para fazer isso, a PEC institui um estado de emergência até o fim deste ano.

A legislação proíbe a concessão e a criação de benefícios no ano do pleito, o que só permitido em casos de calamidade ou emergência. O texto prevê, então, o estado de emergência relacionado ao preço dos combustíveis.

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Analistas concordam que o texto dá uma espécie de "cheque em branco" para Bolsonaro tentar melhorar sua popularidade no momento em que tem dificuldades de superar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas. Ainda assim, a maior parte dos deputados votou a favor, repetindo o que aconteceu no Senado (onde houve somente um voto contrário).

A oposição ainda tenta retirar o estado de emergência do texto na votação de um destaque para alterar o texto, o que os governistas querem evitar. A votação dos destaques e do texto-base em segundo turno foi adiada para amanhã depois de o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), suspender a sessão e convocar a Polícia Federal para investigar um apagão nos sistemas da Casa durante a votação.

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