Pedido de anulação de julgamento de negacionista do massacre de Sandy Hook é rejeitado

Uma juíza dos Estados Unidos rejeitou, nesta quinta-feira (4), um pedido de anulação do julgamento do teórico da conspiração americano Alex Jones, que foi processado por afirmar que o massacre de 20 crianças e seis professores na escola de ensino fundamental Sandy Hook foi uma "farsa".

A juíza Maya Guerra Gamble rechaçou o pedido de Jones, que tem como base o fato de seus advogados terem entregado por erro seus registros telefônicos à equipe legal da parte contrária.

"Não creio que seja um julgamento passível de anulação com base nisso", disse a magistrada em uma audiência convocada para discutir a divulgação inadvertida do material.

Um júri formado por 12 pessoas avalia quanto Jones deverá pagar por afirmar que o massacre de Sandy Hook, ocorrido na cidade de Newtown, Connecticut, em 2012, nunca existiu.

Alex Jones, fundador do site InfoWars e apresentador de um popular programa de rádio, foi declarado responsável em diversos processos por difamação apresentados pelos pais das vítimas do atirador.

Jones, de 48 anos, alegou por anos em seu programa que o massacre de Sandy Hook foi uma "encenação" dos ativistas em prol do controle de armas e que os pais eram "atores de crise". Porém, desde então, reconheceu que o ocorrido foi "100% real".

A ação, que tramita na Justiça do Texas, foi apresentada por Neil Heslin e Scarlett Lewis, cujo filho Jesse Lewis, de seis anos, está entre as crianças assassinadas. Eles reivindicam que Jones arque com uma indenização de no mínimo US$ 150 milhões.

O InfoWars se declarou em falência em abril e outra empresa de propriedade do blogueiro negacionista, Free Speech Systems, fez o mesmo na semana passada.

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