Pedido de propina de US$ 1 revelado pela Folha de S.Paulo pauta cartazes de manifestantes em atos contra Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP, 03.07.2021 - PROTESTO-SP: Movimentos e partidos de esquerda protestam contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, na avenida Paulista, região central de São Paulo, neste sábado. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 03.07.2021 - PROTESTO-SP: Movimentos e partidos de esquerda protestam contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, na avenida Paulista, região central de São Paulo, neste sábado. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O suposto pedido de propina de US$ 1 por dose de vacina em troca de fechar contrato com o governo Bolsonaro, revelado pela Folha, foi lembrado neste sábado (3) por manifestantes em todo o país em cartazes, camisetas e imagens. No ato em São Paulo, foram espalhadas réplicas de cédulas de US$ 1 manchadas de vermelho.

Na capital paulista, os manifestantes ocuparam nove quarteirões da avenida Paulista quando começaram a se movimentar em direção ao centro da capital, onde o ato deve se encerrar. Não havia estimativa de público por parte da Polícia Militar até a publicação deste texto.

Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, disse que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, no dia 25 de fevereiro.

A empresa Davati buscou a pasta para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca com uma proposta feita de US$ 3,5 por cada (depois disso passou a US$ 15,5). "O caminho do que aconteceu nesses bastidores com o Roberto Dias foi uma coisa muito tenebrosa, muito asquerosa", disse Dominguetti.

A mobilização deste sábado é a primeira desde que um superpedido de impeachment foi protocolado na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (30), e após novas denúncias de corrupção na compra de vacinas contra a Covid-19 pressionarem o governo federal.

Os atos foram preparados às pressas, depois que as organizações que puxam a iniciativa decidiram antecipar a mobilização. Até então, o ato seguinte seria em 24 de julho, mais de um mês depois do protesto de 19 de junho. A manifestação do dia 24, no entanto, está mantida.

Por volta das 17h, estavam em andamento ou já haviam terminado manifestações em Brasília, Belém, Porto Velho, Boa Vista, Recife, Maceió, São Luís, Salvador, Fortaleza, Natal, Aracaju, Teresina, João Pessoa, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande.

Cidades do interior de São Paulo, do Paraná e do Ceará também registraram atos.

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