Pedreiro suspeito de matar jovem em córrego no DF é solto pela justiça

Corpo de jovem foi encontrado num córrego no Distrito Federal - Foto: Reprodução
Corpo de jovem foi encontrado num córrego no Distrito Federal - Foto: Reprodução

O pedreiro preso em flagrante, suspeito, pelo homicídio qualificado de Viviane Silva, 19 anos, num córrego do DF na quinta-feira (2), está em liberdade provisória após passar por audiência de custódia na manhã deste domingo (5).

Antônio da Silva, 40 anos, foi preso em flagrante no final da noite da última sexta (3). Para responder em liberdade, Antônio terá que usar uma tornozeleira eletrônica.

O corpo da jovem foi encontrado na tarde de quinta-feira (2), em um córrego situado na região de Água Quente, no Recanto das Emas.

De acordo com as investigações, o homem foi a última pessoa com quem a vítima teve contato antes de o corpo dela ser encontrado. O Instituto Médico Legal (IML) constatou que Viviane morreu por afogamento e lesão craniana em razão de pancada.

O delegado-chefe da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), Pablo Aguiar, informou que o autor e a vítima eram conhecidos e já tinham saído juntos, na companhia de outros familiares da vítima.

“Ele foi preso em razão de diversas contradições apresentadas. Foi a primeira vez que eles saíram juntos sozinhos. O autor é casado e a vítima tinha namorado. Ele disse que, na data anterior à morte, ele beijou a vítima, segundo ele, com consentimento”, disse.

O suspeito em depoimento à PCDF, afirmou que ele e a vítima teriam ficado no bar até as 23h40 de quarta-feira e se deslocado para um parque de diversões. Ele relatou que deixou Viviane com um casal e um rapaz. Porém, testemunhas afirmaram que apenas o homem e Viviane estavam no parque e não havia mais ninguém com eles.

“O celular da vítima foi localizado nas proximidades do córrego. A única digital no aparelho era desse suspeito. Ele pegou o celular da jovem e arremessou na mata. Diante das contradições, ele foi autuado por homicídio qualificado”, finalizou o delegado.

Conforme decisão judicial da audiência de custódia, a juíza enfatizou a gravidade dos fatos, mas considerou a argumentação da promotora de justiça, a qual analisou a "necessidade de melhor esclarecimento da autoria e materialidade do crime."

Por tanto, a magistrada sinalizou que "de acordo com as informações constantes dos autos, no dia dos fatos, após passarem pouco mais de uma hora em um bar, autor e vítima foram até um parque, onde o corpo da ofendida foi localizado em um córrego. Embora o custodiado tenha sido a última pessoa a ser vista na companhia da vítima fatal, os fatos ainda não foram objeto de investigação compatível com a gravidade do delito."

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