Pedro Paulo pode recorrer a recursos de fundos carimbados para pagar servidor

Luiz Ernesto Magalhães
·2 minuto de leitura

RIO - O secretário municipal de Fazenda, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, admitiu, nesta segunda-feira, que pode recorrer a fundos que têm verbas carimbadas (como o Fundeb, de Ordem Pública) para complementar os recursos necessários para quitar os salários dos servidores de dezembro na sexta-feira, quinto dia útil, repondo o caixa depois. Mas ele ressaltou que também depende da evolução da arrecadação de tributos nesses primeiros dias úteis de janeiro.

— O servidor pode ficar tranquilo que nós vamos trabalhar para que ele receba o que é de direito. Mas a situação das contas é dificil — acrescentou Pedro Paulo.

A folha de pagamento mensal da prefeitura é de cerca de R$1,4 bilhão. Desse total, cerca de R$800 milhoēs devem estar em caixa para garantir os contracheques. Os outros R$ 600 milhões, que vencem ao longo do mês referem-se a encargos como Imposto de Renda e contribuição patronal para a Previdência dos servidores.

Pedro Paulo argumenta que hoje tem apenas R$ 69 milhões livres em caixa. E reafirmou que, se conseguir quitar a folha de dezembro, ainda não pode se comprometer sobre datas para pagar o resto da folha do 13º de 2020. Servidores que ganham acima de R$ 4 mil ainda não receberam o benefício.

O secretário promete divulgar no fim de cada dia a arrecadação diária da prefeitura para que os contribuintes e servidores tenham ideia do caixa. Ele diz que as contas da prefeitura precisam ser reorganizadas para que o pagamento dos servidores não se transforme em um drama mensal, que dependa de arrecadacoes futuras.

Pedro Paulo também descartou contrair um empréstimo por Antecipação de Receitas Orçamentárias (Aro) para quitar a dívida de curto prazo com o funcionalismo.

— Em intervalo tao curto, os juros seriam elevados. Não conseguiríamos condições favoráveis — disse o secretário.