Peixe Urbano entra para lista do Procon de sites que enganam consumidor

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Escritório do Peixe Urbano, que foi fechado.
Escritório do Peixe Urbano, que foi fechado.
  • Procon-SP não teve resposta do Peixe Urbano após notificação.

  • Peixe Urbano entrou para lista de sites a serem evitados do órgão.

  • Segundo matéria do Globo, o site quebrou.

Depois de ser notificado mais uma vez pelo Procon-SP, e não responder ao órgão, o Peixe Urbano entrou para a lista de sites a serem evitados pelo consumidor.

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Segundo o Procon-SP, o órgão “notificou o Peixe Urbano em 7 de maio para obter informações sobre o responsável pela empresa de serviços digitais, tais como telefone, endereço comercial e eletrônico, além de proposta para atendimento das queixas registradas por consumidores.”

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A nota prossegue: “A empresa já havia sido notificada em fevereiro, mas além de não enviar resposta tem dificultado qualquer tentativa de comunicação, inclusive não retornando às demandas de consumidores que reclamam junto ao Procon-SP.”

“Em 2020 foram registradas 297 reclamações contra o Peixe urbano no Procon-SP, com índice de solução de 71%. Passados apenas quatro meses de 2021, os registros já ultrapassaram todo o ano anterior, 328. Os índices de solução foram 33% em janeiro e 43% em fevereiro. A empresa não apresenta mais respostas e as notificações eletrônicas são devolvidas automaticamente com mensagem de erro.”

O Procon-SP explica o que implica a entrada na lista de “evite esses sites”:

“As empresas que compõem a lista são fornecedores que tiveram reclamações de seus clientes registradas na Fundação, foram notificadas e não responderam ou não foram encontradas, impossibilitando qualquer tentativa de intermediação entre as partes ou abertura de processo administrativo. Também compõem essa lista, sites criados exclusivamente para enganar o consumidor, que não realizam comércio eletrônico de produtos e serviços.”

Peixe Urbano, hoje com donos ‘sumidos’, já teve Huck como sócio

Segundo o jornal O Globo, o Peixe Urbano está quebrado, sem dinheiro para pagar sequer as verbas rescisórias de seus empregados. Outra reportagem, do portal A Tarde, estima as dívidas da empresa em R$ 50 milhões.

Mas nem sempre foi assim. O Peixe Urbano já foi símbolo do empreendedorismo digital no Brasil, na época da febre dos cupons de descontos e compras coletivas. Lembra deles?

Você adquiria um cupom, disponibilizado em esquema de “compra coletiva”, que permitia acessar serviços, como restaurantes e outros programas de entretenimento, com descontos especiais.

No auge, a startup chegou a ter como sócio uma das celebridades mais conhecidas do Brasil: o apresentador Luciano Huck, que adquiriu 5% da empresa por um valor não revelado, em uma negociação que, segundo reportagens da época, levou cerca de três meses.

No livro "Contra a Maré - A história de empreendedorismo do Peixe Urbano", a autora Tania Menai revela que a empresa, que foi fundada no Rio de Janeiro, em 2010, antes de mudar sede para Florianópolis, chegou a ter 1 mil funcionários.

Mas com a mudança da configuração dos negócios online, o antigo gigante não se sustentou. Passou por dificuldades financeiras, restruturações, e foi vendida para diferentes grupos antes de chegar à atual situação.

Aparentemente, o caldo acabou.

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