Pelé branco, Pelezinho do Sport e revelações do Santos: os jogadores comparados a Pelé que não foram tão longe

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e no caso de Pelé a afirmação é correta. Por ser o maior de todos os tempos, todos queriam que nascesse um atleta parecido com o Rei do futebol. E não foi por falta de tentativa. Diversos jogadores eram comparados ao tricampeão mundial, mas nenhum teve grande sucesso.

O mais recente é o do atacante Érico Júnior, que foi revelado pelo Sport em 2013 e era apontado como uma das grandes promessas do clube. Com o apelido de "Pelezinho", o jogador mostrava um enorme talento na base do time pernambucano, mas foi só. Hoje, com 29 anos, ele atua no Nacional-AM e não conseguiu despontar como profissional.

Na Argentina, há até hoje um ex-jogador chamado de "Pelé branco", mesmo 36 anos depois de pendurar as chuteiras. O meia-atacante Norberto Alonso, "El Beto", é considerado um dos atletas mais habilidosos da Argentina e é um dos principais ídolos da história do River Plate. No entanto, diferente de Pelé, que ganhou 3 Copas, Alonso foi campeão do Mundial de 1978 como reserva e marcou só quatro gols em 19 partidas pela seleção.

Outro jogador que recebeu o mesmo apelido foi o meio-campista Lúcio Flávio, ex-Botafogo e atualmente treinador do sub-23 do time carioca. Quando se transferiu ao Atlas, do México, os portais do país, empolgados, o apresentaram como "Pelé Branco". Porém, ele jogou apenas 12 jogos pelo clube de Guadalajara, sem nenhum gol. Ele nunca foi convocado para a seleção brasileira.

Por ter sido revelado no Santos, o Rei fez com que todos de dentro do clube imaginassem que outro Pelé sairia da base santista algum dia. O que não aconteceu, até hoje. Embora Neymar, Rodrygo, Clodoaldo e Mengálvio tenham começado na Vila, nenhum chegou nem perto dos feitos do tricampeão mundial.

A verdade é que diversos jogadores já foram comparados a Pelé, mas nenhum conseguiu tamanho sucesso do Rei. O filho da Dona Celeste e de Dondinho conquistou três Copas do Mundo — 1958, 1962 e 1970 — e marcou 1.282 gols, algo jamais alcançado na história do futebol. Afinal, Rei só existe um.