Pelé só dá nome a um estádio, mas já foi cogitado no Maracanã e em cidade natal; relembre

O presidente da Fifa Gianni Infantino é um dos dirigentes de peso do esporte que estiveram presentes no velório de Pelé, realizado na Vila Belmiro, em Santos. Ao chegar no funeral, ele afirmou que pedirá às federações associadas à entidade que ao menos um estádio por país receba o nome de Pelé.

— Com muita emoção, tristeza, mas também com sorriso porque ele nos deu muitos sorrisos. Como Fifa, vamos homenagear o "Rei" e pedimos para que o mundo inteiro respeite um minuto de silêncio. Vamos pedir para que todos os países do mundo tenham pelo menos um estádio com o nome do Pelé para que as crianças saibam a importância dele — afirmou Infantino.

Atualmente, Pelé só dá nome a um estádio, o Rei Pelé, popularmente conhecido como "Trapichão", localizado na cidade de Maceió, em Alagoas e é utilizado por CRB e CSA. No entanto, já se foi cogitado que o Maracanã, no Rio de Janeiro, recebesse o nome do tricampeão mundial, como uma forma de homenageá-lo enquanto estava vivo.

O estádio em que Flamengo e Fluminense jogam, que se chama Jornalista Mário Filho, passaria a se chamar Edson Arantes do Nascimento - Rei Pelé. O autor do projeto é o presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), e mais seis deputados — Bebeto (Pode), Marcio Pacheco (PSC), Eurico Junior (PV), Carlos Minc (PSB), Coronel Salema (PSD) e Alexandre Knoploch (PSL).

A mudança de nome foi proposta e aprovada pela própria Alerj em março de 2021, mas sofreu críticas e o Ministério Público recomendeu o veto ao projeto. Os procuradores justificaram que o nome do estádio "integra a identidade cultural carioca" e que a mudança violaria patrimônio imaterial dos torcedores. No fim, o Maracanã continuou sendo chamado de Jornalista Mário Filho.

Um outro estádio que poderia homenagear Pelé seria construído em sua terra natal, Três Corações, Minas Gerais. No entanto, o projeto de erguer a "Arena do Rei", que foi anunciado em janeiro de 2017 e tinha uma meta de ficar pronto em um ano, não saiu do papel.

O projeto foi inspirado em um similar realizado em Patos de Minas (MG), onde o Estádio Waldomiro Pereira foi vendido em 2005 para a construção do Estádio Bernardo Rubinger de Queiroz, inaugurado em 2009. Em Três Corações, o Elias Arbex, casa do Tricordiano, seria leiloado para custear a obra. Mas também não foi para frente.