Pela 1ª vez desde 1990, Amazonas não terá representante em ministérios

Nenhum nome do estado foi cogitado para os 37 ministérios

Nenhum nome do Amazonas consta entre os 37 ministérios de Lula, empossado na tarde deste domingo. (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Nenhum nome do Amazonas consta entre os 37 ministérios de Lula, empossado na tarde deste domingo. (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

Pela primeira vez desde o governo de Fernando Collor, o Amazonas não tem um representante no primeiro escalão da presidência. Nenhum nome do estado consta entre os 37 ministérios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empossado oficialmente na tarde deste domingo (1º).

Omar Aziz (PSD), senador reeleito pelo Amazonas chegou a ser cogitado, mas teria declinado o convite, reforçando a importância de manter uma base forte no Congresso.

Confira a lista de representantes do Amazonas que já foram ministros:

  • Governo Collor (1990-1992) Bernardo Cabral foi ministro da Justiça;

  • Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) Arthur Virgílio ocupou o cargo de ministro Chefe da Secretaria-Geral da Presidência;

  • Governo Lula (2003-2010) Alfredo Nascimento era ministro do Transporte;

  • Governo Dilma Rousseff (2011-2016) Eduardo Braga foi ministro das Minas e Energia e líder do governo no Senado.

Apesar da falta de uma representante, o Amazonas teve quase 20 nomes ocupando cargos durante os trabalhos da equipe de transição.

Lula afirma que vai revogar o teto de gastos

Em discurso de posse, o presidente Lula (PT) afirmou que acabará com o teto de gastos, que, em sua fala, considerou uma 'estupidez'.

“O SUS é provavelmente a mais democrática das instituições criadas pela Constituição de 1988. Certamente por isso foi a mais perseguida desde então, e foi, também, a mais prejudicada por uma estupidez chamada Teto de Gastos, que haveremos de revogar”, disse Lula.

O que é o teto de gastos?

O teto de gastos é um mecanismo para limitar o crescimento das despesas públicas à inflação registrada no ano anterior. Também chamada de “novo regime fiscal”, a Emenda Constitucional, que tem vigência de 20 anos, poderia ser revista a partir de 2026.

Na prática, o teto congelaria os gastos públicos por, pelo menos, dez anos, já que o aumento em despesas deve seguir a inflação.

Outro nome que o teto de gastos costuma levar é “âncora fiscal’, porque “segura” os gastos do governo em um determinado patamar.

Lula promete novo PAC

Também em seu discurso, Lula afirmou que retomará o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), marca de seus dois primeiros governos.

"Em diálogo com os 27 governadores, vamos definir prioridades para retomar obras irresponsavelmente paralisadas, que são mais de 14 mil no país. Vamos retomar o Minha Casa Minha Vida e estruturar um novo PAC para gerar empregos na velocidade que o Brasil requer", afirmou Lula.

O que é o PAC?

O programa consiste em um conjunto de medidas destinadas a incentivar o investimento privado, aumentar o investimento público em infraestrutura e remover obstáculos – burocráticos, administrativos, normativos, jurídicos e legislativos – ao crescimento.

Punições por descaso na pandemia

O novo presidente também afirmou que o governo Bolsonaro cometeu genocídio durante a pandemia da covid-19 e que as responsabilidades serão apuradas e os responsáveis serão punidos.

Lula subiu o tom do discurso ao falar da pandemia e fez defesa do Sistema Único de Saúde antes de falar das investigações.