Pela primeira vez em dez anos, Niterói fecha janeiro com saldo positivo de vagas de trabalho

Giovanni Mourão
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NITERÓI — Pelo sexto mês seguido, o mercado de trabalho niteroiense registrou saldo positivo na geração de empregos. Foram 43 novos trabalhadores de carteira assinada contratados em janeiro, o melhor saldo para o mês desde 2011: pela primeira vez em dez anos, houve criação de vagas em janeiro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O saldo positivo, resultado de 3.743 contratações e 3.696 demissões, foi puxado pelos bons resultados na indústria e nos serviços que, respectivamente, contrataram 239 e 114 trabalhadores. A construção preencheu 26 novas vagas, enquanto o único setor da economia a apresentar saldo negativo foi o comércio, com 332 desligamentos.

Em relação ao mês de janeiro do ano passado, o saldo é positivo. Naquele período, 819 pessoas perderam o emprego na cidade: enquanto o comércio e os serviços demitiram, nesta ordem, 730 e 192 funcionários, a construção e a indústria, respectivamente, empregaram 54 e 49 pessoas.

Em um ano, 3.669 demissões

No acumulado dos últimos 12 meses, a perda é de 3.669 empregos na cidade: o setor de serviços teve o pior desempenho, com 3.100 demissões, seguido do comércio, com 1.043. A construção perdeu 248 vagas, enquanto a indústria demonstrou forte atividade econômica ao continuar contratando apesar da pandemia: foram 738 empregos gerados de fevereiro do ano passado até janeiro de 2021.

Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre), explica que a indústria se fortaleceu devido à mudança de hábito da população durante a pandemia:

— Com mais pessoas dentro de casa, o consumo de serviços caiu muito, o que explica o mau desempenho do setor. Consequentemente, as famílias passaram a gastar mais com bens para suas casas, fortalecendo, indiretamente, o mercado de trabalho da indústria.

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