Pela primeira vez na pandemia, idosos não são maioria entre internados do Rio

·3 minuto de leitura
Doctors and nurses fight to save lives in the ICU (Intensive Care Unit) of the Ronaldo Gazzolla Municipal Hospital, north of the Rio de Janeiro, Brazil, on June 10, 2021. Brazil has over 2,504 deaths per covid-19; total goes to 482,019. There are 17,210,969 cases in total.
The last time that Brazil was the country with the most deaths in 24 hours was 1 month and a half ago, on April 24th. Data are from 'Our World in Data', a project linked to the University of Oxford. Brazil was the one that registered the most new victims of the coronavirus in the world on Tuesday (8) and on Wednesday (9). There were 2,378 and 2,723 deaths, respectively, against 2,219 and 2,177 in India.
 (Photo by Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)
Doctors and nurses fight to save lives in the ICU (Intensive Care Unit) of the Ronaldo Gazzolla Municipal Hospital, north of the Rio de Janeiro, Brazil, on June 10, 2021. Brazil has over 2,504 deaths per covid-19; total goes to 482,019. There are 17,210,969 cases in total. The last time that Brazil was the country with the most deaths in 24 hours was 1 month and a half ago, on April 24th. Data are from 'Our World in Data', a project linked to the University of Oxford. Brazil was the one that registered the most new victims of the coronavirus in the world on Tuesday (8) and on Wednesday (9). There were 2,378 and 2,723 deaths, respectively, against 2,219 and 2,177 in India. (Photo by Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)
  • A taxa de idosos internados com coronavírus no Rio de Janeiro ficou abaixo de 50% pela primeira vez

  • Em junho, 37,1% dos pacientes na capital fluminense têm mais de 60 anos

  • O prefeito Eduardo Paes (DEM) voltou a estimular o uso de máscaras

Pela primeira vez desde o início da pandemia, os idosos não correspondem à maioria das internações pelo novo coronavírus no Rio de Janeiro. Em maio, a taxa de pacientes com mais de 60 anos na capital fluminense caiu para 39,6% em maio e 37,1% em junho, resultado da campanha de vacinação iniciada em pessoas nas faixas etárias mais elevadas.

As informações, publicadas pelo jornal O Globo, se restringem a residentes do município e abrangem números da rede privada e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o número de atendimentos na rede de urgência e emergência da cidade para casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), um dos principais indicadores usados pela prefeitura, segue uma tendência de estabilidade depois da queda registrada após o último pico, em abril. O número diário de novas confirmações da Covid-19 se encontra em queda há duas semanas. O total de óbitos está em declínio há cinco semanas.

O prefeito Eduardo Paes (DEM) reforçou o pedido para a população usar máscaras após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter estimulado o contrário para expor mais pessoas ao vírus.

"A gente está muito animado com a vacinação. Estamos acelerando. Semana que vem chegamos a 50 anos. Temos aí 46% da população já vacinada com a primeira dose. Se conseguirmos seguir esse ritmo em junho e julho, pode ser que aquele calendário de 23 de outubro seja antecipado. São notícias boas, otimismo. Ontem, até confessei nas redes que a possibilidade de ter carnaval me estimula todo dia a acelerar a vacinação. Mas ainda temos muita gente internada nos hospitais. Cuidados mínimos devem ser mantidos, entre eles o uso da máscara. É quente, chato, mas é necessário. Pedimos aos cariocas: estamos chegando lá, não vamos esmorecer", disse Paes.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, salientou que o cenário epidemiológico da cidade ainda causa preocupação.

"Os efeitos da vacina começam ser sentidos pela sociedade, mas é precipitado abrir mão das medidas sanitárias. Não é hora de relaxar. Temos 1.300 pessoas internadas por Covid-19. Estamos nos meses de maior sazonalidade para a gripe, que são os meses de inverno. É importante reforçar o uso das máscaras. Falta pouco. Está duro, mas falta pouco. Precisamos conter esse afã de voltar à normalidade, porque o risco de contágio ainda é muito alto", afirmou.

As declarações foram feitas na divulgação do 23° boletim epidemiológico da cidade. Segundo o relatório, todas as 33 Regiões Administrativas (RAs) do Rio seguem com alto risco de contaminação para a Covid-19. A Prefeitura resolveu estender as medidas de proteção até 28 de junho. Rodas de samba continuam liberadas, e bares e restaurantes permanecem funcionando sem restrição de horário. Mas seguem proibidas festas, boates e danceterias.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos