Pela primeira vez numa novela das 9, Débora Ozório promete ser destaque na TV em 2023 como filha de Gloria Pires e Tony Ramos

A voz doce e o jeitinho meigo de Débora Ozório vão ganhar novas e fortes tintas, a partir de abril do ano que vem, quando a atriz fizer sua estreia no horário nobre da Globo. Em “Terra vermelha”, novela que substituirá “Travessia”, ela terá um papel de grande destaque: será Petra, jovem que surgirá na trama de Walcyr Carrasco parecendo ser do bem, mas ao longo da história se mostrará instável e vingativa, capaz de cometer maldades por conta de suas insegurança e inveja. Débora tem tudo para brilhar na TV em 2023, e sabe dessa grande oportunidade que tem nas mãos.

— Estou com muita expectativa para o ano que vem, e já muito feliz com esse trabalho novo. Eu vou me dedicar e entregar o máximo para que esteja à altura — afirma a atriz, de 26 anos, que neste 2022 emocionou os telespectadores com sua Olívia, a filha perdida de Heloísa (Paloma Duarte) em “Além da ilusão”, na faixa das 18h, e já havia chamado atenção em 2021 como a ativista Dora, filha de Lívia (Giovanna Antonelli) em “Filhas de Eva”.

Agora, Débora vai ganhar na ficção uma outra mãe e tanto para chamar de sua. Mãe e pai, no caso: Petra será filha dos personagens de Gloria Pires (Irene) e Tony Ramos (Antônio La Selva), em “Terra vermelha”.

— Estou muito, muito, honrada em ser filha dos dois. Só de olhar pra eles, dá aquele quentinho no coração. Eu acho o Tony uma das pessoas mais elegantes, mais sábias. E a Gloria é um baita talento! Todo mundo fala muito bem deles, são unânimes. Eu só tenho a acrescentar com o meu carinho. Vou jogar junto com os dois, trocar e aprender. Estou muito empolgada! — diz ela, que ainda não começou a gravar com os medalhões: — Já nos conhecemos nos bastidores, mas ainda estamos muito no início da pesquisa para a novela.

Débora garante ainda não ter muitos detalhes sobre Petra. Mas, do que já se sabe sobre o papel, trata-se de uma moça com tendência depressiva e viciada em remédios fortes. Ela se envolverá com um italiano golpista, Luigi (Rainer Cadete), que se finge de milionário. Além disso, será manipulada por Irene, na intenção de que ela tome para si os negócios da família, que estão nas mãos de Caio (Cauã Reymond), seu irmão por parte de pai.

— Eu não sei muito sobre a personagem ainda... Não posso afirmar se é uma vilã ou não. Mas fico bem animada de mostrar um outro lado, uma outra vertente de atuação, diferente dos meus papéis anteriores. Acredito que todo personagem tem um pouco de tudo, assim como nenhum ser humano é só uma coisa ou outra. Então, a gente leva isso para a arte — diz, acrescentando: — É minha primeira novela das nove. Uma oportunidade muito feliz, porque a gente amplia o público, acrescenta no currículo. Estou muito realizada.

O fato de Petra levantar os temas do vício em remédios e da saúde mental em horário nobre também é motivo de orgulho para a atriz, adepta da terapia desde os seus 17 anos.

— Eu não abro mão de jeito nenhum. É extremamente importante, é um jeito de eu me cuidar. De eu cuidar até da minha autoestima, não só da minha cabeça. É um jeito também de eu cuidar da minha arte, da minha porção artista — conta ela, sublinhando a importância de dar visibilidade e incentivar o diálogo sobre a dependência em medicamentos em nível nacional: — Vai ser muito interessante poder me aprofundar nesse assunto, saber sobre a realidade dessas pessoas que se cuidam ou não. Poder dialogar e aprender, ensinar, fazer pensar, refletir...

Já em clima de preparação, Débora tem assistido a alguns filmes com temática semelhante à que vai abordar na TV.

— Eu assisti aos clássicos “Garota interrompida” e “Réquiem para um sonho”. Mas só por feeling mesmo... Como eu ainda não tenho muitas informações, nem tenho como decretar um caminho de criação. Estou aguardando as coisas se delinearem de fato para fazer isso em conjunto com a equipe, com os preparadores e os colegas de elenco — explica ela, que foi selecionada para o papel de destaque em “Terra vermelha” depois de fazer teste: — Foi tudo analisado, a resposta demorou, a expectativa estava alta... Mas eu me senti muito em casa, por estar cercada por pessoas que eu já conhecia. Estou muito feliz por voltar a trabalhar com Luiz Henrique Rios, que foi o diretor de “Além da ilusão”.

Do fim de julho, quando foram gravadas as cenas finais da novela de Alessandra Poggi, até o início dos encontros para “Terra vermelha”, Débora conseguiu tirar férias e descansar.

— Fui para Foz do Iguaçu e visitei minha família que mora lá. Viajei com o meu namorado (o cantor BelaRosa, com quem está há um ano e meio). Também fiz curso, um workshop de atuação de dois dias, on-line. E aproveitei para ver todas as peças de teatro em cartaz — detalha ela, uma estudiosa inveterada: — Sou uma pessoa que está sempre em movimento. Amo fazer aulas, aprender coisas novas... Tenho como objetivo de vida fazer uma coisa pela primeira vez a cada seis meses. Este ano, fiz boxe e comecei umas aulas de surfe. Não consegui fazer com frequência, por ter que me dedicar à novela, mas já aprendi alguma coisa. Em 2023, quero dar continuidade e me lançar em novos desafios.