Pelo menos 29 pessoas morrem durante captura de filho de El Chapo no México; extradição aos EUA não é garantida

Ovidio Guzmán ao ser preso pelas forças de segurança do México em outubro de 2019

Por Isabel Woodford e Valentine Hilaire

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Dezenove suspeitos de fazerem parte de uma gangue de narcotráfico e dez militares foram mortos em uma onda de violência em torno da prisão do chefe de um cartel de drogas no México, Ovidio Guzmán, no Estado de Sinaloa, no norte do país, afirmou o ministro da Defesa, Luis Cresencio Sandoval, nesta sexta-feira.

Forças de segurança mexicanas capturaram Guzmán, o filho de 32 anos do chefe do tráfico Joaquin "El Chapo" Guzmán, nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, gerando horas de distúrbios e tiroteios com membros da gangue, disse o ministro.

A prisão levou o poderoso Cartel de Sinaloa --outrora liderado pelo próprio El Chapo-- a uma reação furiosa, colocando fogo em carros, bloqueando ruas e combatendo as forças de segurança dentro de Culiacán, capital de Sinaloa, e nos arredores.

Vinte e uma outras pessoas foram presas durante as operações de quinta-feira, disse Sandoval em uma entrevista coletiva, acrescentando que não houve relatos de mortes de civis.

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse que não há planos para extraditar imediatamente Ovidio para os Estados Unidos, onde seu pai está em uma prisão de segurança máxima, após ter sido extraditado em 2017 e condenado em um tribunal de Nova York.

"Os elementos (do caso) têm que ser apresentados e os juízes no México decidem", afirmou o presidente. "É um processo... não é apenas o pedido."

Não houve ajuda de forças dos EUA na captura de Ovídio, disse López Obrador.

(Reportagem adicional de Dave Graham)