Pelo segundo dia seguido, cariocas descumprem medidas de restrição nas praias da Zona Sul

Flávio Trindade
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RIO — Se havia medidas restritivas em vigor neste domingo no Rio de Janeiro, em boa parte da Zona Sul da cidade, não parecia. Com sol forte e temperatura em torno dos 30°, muitos ignoraram as recomendações sanitárias e foram para as praias da Zona Sul, do Leme até o Leblon, onde diversos pontos de aglomeração de pessoas sem máscara tomando banho de sol foram registrados, o que não é permitido.

Para completar o cenário trágico, a decisão da Supercopa do Brasil levou muitos torcedores do Flamengo mais cedo para bares e restaurantes da região, que ficaram cheios na hora do almoço.

No calçadão de Copacabana e Ipanema, quiosques voltaram a funcionar e também registraram movimentacão alta. Do mesmo jeito, ambulantes circulavam aos montes, tanto no asfalto, como na faixa de areia, o que é proibido.

Moradores do bairro, o casal de professores Carlos Alberto Macedo e Thais Macedo preferiram encerrar a caminhada mais cedo e procuravam um local para almocar que não estivesse tão cheio.

— Saímos para caminhar, mas não imaginávamos que a praia estaria tão cheia como agora. A gente ia almoçar fora, mas está dificil encontrar um local com pouca gente — disse Thais.

E estava dificil mesmo. No Leblon, a movimentação em restaurantes e bares da Rua Dias Ferreira e adjacências era grande, o mesmo em Copacabana onde bares, como o tradicional Pavão Azul, estava lotado com mesas ocupando quase toda a calçada da Rua Barata Ribeiro. O estabelecimento, contudo, informou que está "seguindo as determinações da prefeitura, com respeito ao horário de funcionamento e limites de lotação" e que também está "cumprindo todo protocolo sanitário, com oferecimento de alcool em gel para os clientes".

De acordo com o decreto de restrição em vigor, praias, cachoeiras e parques continuam fechados no Rio, sendo proibido: atividades econômicas nas areias (incluindo o comércio de ambulante, fixo e itinerante); aulas e prática de esportes coletivos; permanência na areia, assim como em parques e cachoeiras; e estacionamento na orla, exceto para moradores, idosos, pessoas com deficiência e hóspedes de hotéis.