Península Ibérica sofre com onda de calor; risco de incêndios aumenta

Termômetro de rua marca 47º Celsius em praça de Ourense, na Espanha

Por Catarina Demony e Miguel Pereira

LISBOA (Reuters) - O aumento das temperaturas em Portugal obrigou as autoridades a colocar mais da metade do país em "alerta vermelho", nesta terça-feira, e enviar centenas de bombeiros para combater as chamas na região central em meio a uma onda de calor que também varre a Espanha.

As temperaturas em Portugal, atingido pela seca, devem ultrapassar 40 graus Celsius, disse a agência meteorológica do país, IPMA.

Em Santarém, norte de Lisboa, um incêndio florestal que começou na semana passada reacendeu nesta terça-feira devido aos fortes ventos, e cerca de 400 bombeiros foram mobilizados para o apagar.

A vizinha Espanha também enfrenta alto risco de incêndios florestais, com as regiões de Extremadura, Castela e Leão entre as principais preocupações, disseram as autoridades. A província de Ourense, no noroeste, estava em "alerta vermelho", já que as temperaturas deveriam chegar a 42°C.

Na capital portuguesa, que fervilha de turistas, as pessoas tentavam se refrescar bebendo água, tomando sorvete ou indo para praias ou rios próximos.

Com as mudanças climáticas causadas pelo homem provocando secas, espera-se que o número de incêndios florestais extremos aumente 30% nos próximos 28 anos, de acordo com um relatório da ONU de fevereiro de 2022.

"Você definitivamente vê que o clima mudou nos últimos anos", disse Paul de Almeida, 51 anos, um sul-africano que visita Lisboa. "Temos que tomar medidas para resolver isso."

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