Pena de militar britânico que executou talibã é reduzida

Veteranos comemoram a decisão

A justiça britânica reduziu nesta terça-feira de prisão perpétua para sete anos a pena de um militar britânico que em 2011 matou um talibã ferido enquanto recitava Shakespeare.

Isso significa que o sargento dos marines Alexandre Blackman pode receber liberdade condicional em breve, depois de ter passado três anos e meio na prisão.

"Como qualquer outra pessoa condenada a uma determinada pena, sua libertação chega normalmente após o cumprimento de metade da sentença", disse o juiz Robert Thomas.

Blackman, de 42 anos, foi condenado em novembro de 2013 à prisão perpétua com um mínimo de dez anos na prisão.

No entanto, há uma semana um tribunal de apelações rebaixou seu crime a homicídio com responsabilidade diminuída, apoiando-se em circunstâncias atenuantes, abrindo, assim, caminho para sua liberdade condicional.

O militar apresentava um histórico impecável até 15 de setembro de 2011. Naquele dia, na província afegã de Helmand, no sul, disparou à queima-roupa contra um insurgente talibã previamente ferido por um helicóptero Apache.

"Liberte-se deste invólucro mortal, imbecil", declamou o sargento parafraseando o monólogo "Hamlet" - o "imbecil" foi incluído pelo próprio militar -, antes de disparar sua pistola 9 mm, segundo as imagens gravadas por uma câmera colocada no capacete de outro soldado.

"Evidentemente, isso fica entre nós, garotos. Acabo de violar a Convenção de Genebra", disse o sargento, citando a lei internacional sobre tratamento a prisioneiros de guerra.