Microsoft x Amazon: Pentágono decide cancelar contrato bilionário do projeto de computação em nuvem JEDI

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WASHINGTON — O Pentágono cancelou o contrato para o projeto de computação em nuvem JEDI, assinado com a Microsoft, avaliado em US$ 10 bilhões. Em vez disso, buscará um acordo com a Microsoft e a Amazon.

“Com a mudança no ambiente de tecnologia, ficou claro que o contrato JEDI Cloud, que foi adiado por muito tempo, não atende mais aos requisitos para preencher as lacunas de capacidade do DoD”, disse o Pentágono em um comunicado.

A declaração não mencionou diretamente que o Pentágono vinha enfrentando um litígio com a Amazon, considerada favorita para ganhar o projeto JEDI de US$ 10 bilhões, mas que acabou sendo concedido à Microsoft em 2019.

Iniciado em março de 2018, o projeto Joint Enterprise Defense Infrastructure (JEDI) era um contrato inicial de dois anos no qual uma empresa de tecnologia será responsável por gerenciar os mais de 500 sistemas de nuvem do Pentágono.

Também visava a armazenar e processar grandes quantidades de dados classificados, permitindo que os militares dos EUA melhorassem as comunicações com os soldados no campo de batalha e usassem inteligência artificial para acelerar seu planejamento de guerra e capacidades de combate.

O projeto JEDI foi alvo de contestações legais desde que foi concedido à Microsoft, em outubro de 2019. A Amazon, que perdeu a licitação, foi à Justiça argumentando que o processo era falho e injusto, e que refletia a influência indevida e antipatia do ex-presidente Donald Trump pela gigante americana do e-commerce e seu fundador, Jeff Bezos.

Em abril, o juiz do Tribunal Federal de Reclamações dos Estados Unidos recusou-se a rejeitar as reivindicações da Amazon, alegando que a administração Trump interferiu no julgamento do Pentágono.

No ano passado, o Departamento de Defesa concluiu uma ampla reavaliação de suas propostas de contrato e determinou que a apresentada pela Microsoft ainda representava o melhor valor para o governo.

Em nota enviada por e-mail na época, a Microsoft disse que estava pronta para entregar o projeto JEDI, mas que a batalha judicial foi prejudicial.

"Concordamos com os Departamentos de Defesa e Justiça dos Estados Unidos em que litígios prolongados são prejudiciais e atrasam o envio dessa tecnologia aos militares que dela precisam", disse a Microsoft.

Já a unidade de nuvem da Amazon reiterou sua posição anterior, alegando que a concessão do contrato JEDI para a Microsoft foi afetada pela "influência imprópria" do ex-presidente Trump.

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