Pentágono e ONU reforçam ajuda à Ucrânia

Pentágono anunciou uma nova ajuda militar de mil milhões de dólares para a Ucrânia, incluindo mais sistemas de mísseis HIMARS para auxiliar as forças de Kiev a atacar tropas russas muito atrás das linhas da frente.

É a maior parcela de ajuda de Washington até agora, elevando o montante total para 9,8 mil milhões de dólares.

"Estamos a trabalhar 24 horas por dia para satisfazer os pedidos prioritários de assistência de segurança da Ucrânia. Entregamos armas dos Estados Unidos quando estão disponíveis e facilitamos a entrega de armas por aliados e parceiros quando os seus sistemas se adequam melhor às necessidades da Ucrânia," afirmou o secretário-adjunto da Defesa dos EUA, Colin Kahl.

Na Ucrânia, os bombardeamentos continuam. Um dos últimos ataques de mísseis russos atingiu a cidade de Kramatorsk.

"Estávamos a dormir, às 02:15 caiu um míssil. As janelas partiram-se. Fomos para a rua e vimos um grande buraco no jardim. Havia aqui um quintal, era possível plantar tudo e fazer conservas. Não sobrou nada," explica uma habitante de Kramatork.

A ONU reviu o plano humanitário para a Ucrânia, antes da chegada do Inverno, aumentando-o de 2,25 para 4,3 mil milhões de dólares.

"Os nossos colegas humanitários advertem que durante o próximo Inverno a situação pode deteriorar-se à medida que mais pessoas serão deslocadas de áreas com acesso limitado a gás, combustível ou eletricidade. O apoio a estas pessoas é uma prioridade," revelou o porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Stéphane Dujarric.

Entretanto, a televisão russa divulgou imagens mostrando, alegadamente, as consequências dos bombardeamentos ucranianos em Donetsk. As autoridades separatistas afirmam que dois habitantes foram mortos e mais cinco ficaram feridos.