Pentágono monitora possível concentração de tropas russas perto da Ucrânia

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(Abril) Forças russas realizam exercícios militares perto da Ucrânia (AFP/Vadim Savitsky)

O Pentágono monitora a região da Ucrânia, em meio a relatos de uma nova concentração de tropas russas na fronteira daquele país, informou seu porta-voz, John Kirby, nesta segunda-feira.

Segundo o jornal "The Washington Post", funcionários americanos estão preocupados com o"movimentos incomuns" de unidades militares russas naquela área. Vídeos publicados nas redes sociais mostram trens militares e comboios de caminhões movendo tanques e mísseis no sudoeste da Rússia, perto da Ucrânia.

Um funcionário americano, que não quis ser identificado, confirmou que houve alguma movimentação, embora não tão grande quanto o aumento das forças de Moscou no começo do ano.

"Estamos a par dos relatos públicos sobre uma atividade militar russa incomum perto da Ucrânia", confirmou John Kirby. "Continuaremos a consultar aliados e parceiros sobre esse tema. Como dissemos antes, qualquer ação intensiva ou agressiva seria de grande preocupação para os Estados Unidos."

O movimento acontece logo após o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, ter percorrido a região do Mar Negro, onde fez paradas em Ucrânia e Geórgia, países parceiros da Otan, e na Romênia, membro da aliança, para expressar solidariedade e apoio no enfrentamento à Rússia naquela área.

Separatistas alinhados à Rússia no leste da Ucrânia lutam contra as forças do governo ucraniano desde 2014. Também em 2014, tropas russas tomaram a região da Crimeia, na Ucrânia, o que levou a duras sanções ocidentais contra Moscou.

Em março, semanas após a posse do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Rússia concentrou milhares de tropas, equipamento militar pesado, embarcações e aviões na fronteira com Ucrânia e Crimeia, onde permaneceram por semanas, gerando temores de invasão. Moscou indicou que a movimentação era um exercício, mas analistas perceberam a mesma como um aviso para Biden.

Washington se recusou a aceitar a reivindicação russa sobre a Crimeia e forneceu ajuda militar a Kiev para uso no combate aos separatistas.

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