Pentágono reporta 12 militares mortos em Cabul e ameaça EI com represálias

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O general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central americano a cargo do Afeganistão, reporta a morte de 12 militares no atentado perto do aeroporto de Cabul (AFP/SAJJAD HUSSAIN)

Doze militares americanos morreram e 15 ficaram feridos nesta quinta-feira (26) em dois ataques suicidas no aeroporto de Cabul, executados por militantes do grupo extremista Estado Islâmico (EI), informou o Pentágono, que ameaçou adotar represálias.

"Vários civis afegãos também morreram e ficaram feridos no ataque", disse o general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos Estados Unidos encarregado do Afeganistão, por videoconferência. "Ainda estamos calculando as perdas totais".

Apesar do ataque mortal, McKenzie assegurou que os Estados Unidos vão continuar com a operação de retirada de americanos e afegãos do país.

"Permitam-me ser claro: embora nos entristeça a perda de vidas, tanto americanas quanto afegãs, continuamos executando a missão", disse, "que é tirar do Afeganistão a maior quantidade de evacuados e cidadãos".

McKenzie disse ainda esperar que os militantes do EI tentassem executar novos ataques, mas isso "não nos impedirá de cumprir a missão".

O general disse que dois suicidas detonaram explosivos perto de Abbey Gate, portão principal de entrada ao aeroporto de Cabul, e no vizinho Baron Hotel. Além disso, vários homens armados do EI abriram fogo contra civis e militares.

"Estamos preparados para tomar medidas contra eles", garantiu McKenzie, ao afirmar que as forças americanas estão "preparadas e em prontidão para se defender" de possíveis novos ataques do EI.

Está previsto que as retiradas do aeroporto de Cabul terminem em 31 de agosto com uma retirada completa das tropas americanas do Afeganistão após 20 anos de guerra.

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