EUA pedem que Rússia se distancie de Assad e coopere sobre a Síria

Nações Unidas, 12 abr (EFE).- Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira que a Rússia se distancie do presidente da Síria, Bashar Al-Assad, e trabalhe com o resto da comunidade internacional para tratar de acabar com a guerra no país árabe.

"É um momento em que a Rússia deve apostar seriamente pela paz e deixar de ser parte do problema", disse a embaixadora americana perante a ONU, Nikki Haley, em um debate no Conselho de Segurança.

Haley insistiu que a Rússia deve deixar de defender Assad, que segundo os EUA é responsável "moral" pelo ataque químico da semana passada em Khan Sheikhun.

Em resposta, os EUA realizaram sua primeira ação militar direta contra o regime sírio, lançando dezenas de mísseis contra uma base aérea.

"Os Estados Unidos foram obrigados a agir. Não vamos permitir que o uso de armas químicas fique sem resposta. Não vamos olhar para para outro lado. Seguimos cuidadosamente as ações do regime", disse hoje Haley.

A diplomata dedicou boa parte de seu discurso à Rússia, dizendo que o país está se "isolando da comunidade internacional cada vez que os aviões de Assad lançam outro barril de explosivo sobre civis ou cada vez que Assad tenta matar outra comunidade de fome".

"Necessitamos ver a Rússia como aliado ao mundo civilizado diante do Governo de Assad que aterroriza brutalmente seu próprio povo", insistiu.

Haley foi ainda mais dura com o Irã, a quem acusou de "jogar gasolina às chamas da guerra em Síria ".

Enquanto isso, sublinhou que seu país quer ver união na comunidade internacional para poder avançar para uma solução política ao conflito.

Segundo Haley, o Conselho de Segurança da ONU deve deixar unicamente de falar sobre essa via política e agir para conseguir progressos nela.

Os 15 países do Conselho analisaram hoje o estado das negociações de paz que se desenvolvem em Genebra e devem votar ainda hoje em um projeto de resolução ocidental condenando o ataque químico da semana passada, um texto que a Rússia previsivelmente deve vetar. EFE