Pequim denuncia 'opressão' após perda de licença de sua emissora no Reino Unido

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Prédio que abriga os escritórios da chinesa CGTN na Europa, em Chiswick Park, Londres

A China denunciou, nesta sexta-feira (5), uma "opressão" e uma "manipulação" políticas, após a retirada da licença de seu canal de televisão CGTN no Reino Unido.

O regulador britânico dos meios de comunicação anunciou na quinta-feira a perda desta licença, explicando que o direito de emissão foi concedido inicialmente para outra sociedade que na realidade "não exerce nenhuma responsabilidade editorial sobre o conteúdo difundido pela CGTN".

Não foi possível solicitar a transferência desta licença para a entidade que realmente controlava o canal, já que "está controlada pelo Partido Comunista Chinês", explicou o regulador.

O porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, informou à imprensa nesta sexta-feira que Pequim se opõe a esta decisão.

"Por um lado, o Reino Unido se orgulha de sua liberdade de imprensa, mas por outro despreza os fatos e bloqueia as transmissões da CGTN", protestou o porta-voz.

"É um exemplo flagrante dos padrões duplos e da opressão política", acrescentou, pedindo a Londres que "acabe imediatamente com esta manipulação política e corrija seus erros".

A rede chinesa de televisão denunciou desde quinta-feira um procedimento "devido às manipulações de grupos de extrema direita e de forças contrárias à China".

Sem fazer referência direta a este assunto, a diplomacia chinesa também atacou a BBC na noite de ontem, acusando a rede britânica de apresentar sinais de um "viés ideológico" no final de janeiro em um vídeo sobre o coronavírus na China.

Pequim exigiu desculpas ao grupo audiovisual público e ameaçou "tomar medidas adicionais".

A BBC tem um escritório em Pequim que conta com menos de dez jornalistas expatriados.

A emissora britânica rejeitou as acusações "infundadas", afirmando que havia informado "exata e equitativamente" sobre os acontecimentos na China.

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