'Percebi que a heterossexualidade para mim era compulsória', diz Maria Casadevall sobre namoro com percussionista baiana

Mariana Weber
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Paulistana que trocou a faculdade de Jornalismo pelos teatros da Praça Roosevelt, a atriz Maria Casadevall, de 33 anos, lembra que tomou um susto com a hiperexposição que veio com sua participação na novela “Amor à vida”, de 2013. "Muitas vezes, foi violento. Fazer da minha presença em algum evento um trabalho, por exemplo, era tão violento que não fazia sentido", conta. "Sou introspectiva, embora isso pareça uma contradição para uma pessoa que escolheu ser atriz. Entre o ação e o corta e sobre um palco, me expressar é vital. Mas, quando volto para a realidade que não é cênica, tenho dificuldades".

Sobre o relacionamento com o ator Caio Castro, comentado à época de "Amor à vida", ela só diz que “não faz mais sentido colocar em pauta esse assunto”. Seus trabalhos recentes passam também pela vontade de se preservar — ou escolher quando e como se expor. “Comecei a escolher projetos mais voltados para assuntos importantes e urgentes para mim e com um alcance menor em termos de quantidade, mas maior em termos de qualidade e de diálogo com o espectador”, diz.

Para ela, assumir o namoro com uma percussinista baiana é também um ato político. “Eu me relaciono há um ano e meio com uma mulher muito maravilhosa. Ela é baiana e percussionista. Já tinha vivido algumas experiências com mulheres, mas não relacionamentos longos. Percebi que a heterossexualidade para mim era compulsória, eu a via inconscientemente como uma regra. E, quando entendi e dei ouvido para o meu corpo, e através do encorajamento de ver outras mulheres, eu me senti à vontade pra viver o que queria”, conta.

Atriz fala também sobre nudez em cena, vaidade e veganismo. Leia entrevista completa aqui.