A perda da Economatica

Nove meses depois de ser comprada pelo TC (antigo Traders Club) por R$ 40 milhões, a plataforma de informações financeiras Economatica perdeu o executivo que foi sinônimo da marca por um quarto de século e era uma das razões para sua visibilidade na imprensa.

Einar Rivero comunicou sua saída em um post no LinkedIn pela manhã, surpreendendo dezenas de jornalistas e gestores que, durante 25 anos, usaram levantamentos elaborados por ele para reportar a dinâmica do mercado ou tomar decisões de investimento.

“Einar fora da Economatica? Sim, é possível!”, escreveu o próprio, antecipando a pergunta que todos se fariam ao deparar com o anúncio.

Segundo pessoas próximas à empresa, a saída de Einar foi uma decisão do TC, que assumiu o negócio em outubro passado. Outras pessoas da equipe original da Economatica teriam sido desligadas no processo de transição, segundo fontes.

Einar ocupava o cargo de gerente de relacionamento institucional e comercial da Economatica, mas sua identificação com a marca era tamanha que muita gente acreditava ser ele o dono. (Os fundadores eram os irmão Exel, que criaram a Economatica há 31 anos, mas deixaram o negócio assim que ele foi vendido).

O executivo também fazia as vezes de porta-voz junto à imprensa, desempenhando sozinho o papel com uma desenvoltura de fazer inveja a qualquer agência de comunicação especializada. Einar é fonte de praticamente todos os jornalistas financeiros do país, e sua agilidade é um dos segredos — está sempre disponível para elaborar levantamentos complexos, sem prejuízo ao rigor técnico, na velocidade das conversas de WhatsApp.

A saída de Einar coincide com o inferno astral vivido pelo TC, cujas ações acumulam desvalorização de 37% desde o fim de junho. O estopim para o tombo foi um vídeo apócrifo que levantava suspeitas contra a empresa, além de uma nota do colunista do GLOBO Lauro Jardim informando que a companhia era alvo de investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O TC vem negando as suspeitas mencionadas no vídeo anônimo e pediu que a Polícia Federal abra uma investigação sobre o caso. A companhia também vem dizendo que não tem conhecimento de investigações na CVM.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos