Ruanda inicia repovoamento de rinocerontes 10 anos depois de sua extinção

Kigali, 2 mai (EFE).- Ruanda iniciou nesta terça-feira o repoavoamento do rinoceronte negro com a chegada de dez exemplares procedentes da África do Sul, com os quais pretende salvar a espécie, extinta no país há 10 anos.

"A volta dos rinocerontes ao parque nacional de Akagera, em Ruanda, abre uma nova página em nosso caminho de conservação", afirmou a diretora-geral do Conselho de Desenvolvimento de Ruanda (RBD, em inglês), Clare Akamanzi, que destacou o "impacto positivo" para o turismo no país.

Os dez rinocerontes chegaram ao aeroporto internacional de Kigali, e nas próximas semanas será a vez de outro grupo de dez exemplares que também será levado ao parque de Akagera, muito perto da fronteira com a Tanzânia.

Desta forma, os rinocerontes voltam a Ruanda depois que o último exemplar foi registrado em 2007, pelo qual as autoridades destacaram que trata-se de uma oportunidade "valiosa" para a conservação e uma "história de esperança para a espécie".

"Estamos completamente preparados para recebê-los e garantir sua segurança para o benefício de nossa indústria turística e da comunidade em geral", afirmou Akamanzi.

Calcula-se que a nível mundial haja menos de 5 mil rinocerontes pretos, dos quais mil pertencem à subespécie oriental.

O parque de Akagera hospedava mais de 50 rinocerontes em 1970, mas a caça ilegal em grande escala provocou uma queda no número de exemplares, chegando a sua extinção em 2007.

Em 2015, Ruanda também reintroduziu em seus parques sete leões, depois que a espécie desapareceu em 1994 durante o genocídio, para reativar o turismo de safári.

O turismo é a maior fonte de investimentos exteriores para Ruanda, que obteve US$ 860 milhões em 2016, frente aos US$ 62 milhões de 2000, segundo cifras do RBD. EFE