“Perdi minha neta num tiroteio bárbaro”, diz avó de mulher grávida, vítima de ação policial no RJ

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Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida de 14 semanas, foi baleada e socorrida, mas não resistiu. (Foto: Reprodução/Instagram)
Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida de 14 semanas, foi baleada e socorrida, mas não resistiu. (Foto: Reprodução/Instagram)
  • Avó de Kathlen Romeu chamou morte da neta de "crime bárbaro"

  • Jovem de 24 anos estava grávida de 4 meses e foi atingida durante ação da PM no Complexo do Lins

  • Kathlen Romeu havia se mudado da região há um mês com medo da violência

A avó de Kathlen Romeu, jovem grávida de 4 meses que morreu após ser atingida durante uma ação da Polícia Militar, classificou o ocorrido como “um crime bárbaro”.

Ela relatou à TV Globo que, junto com Kathlen, estava indo ao trabalho da filha. Naquele momento, a rua estava tranquila. De repente, elas foram surpreendidas pelo tiroteio.

“Foi tudo muito de repente. A minha neta caiu, começou muito tiro. Quando eu puxei ela caiu, eu me machuquei ainda, me joguei para proteger ela, que está gravida. Eu só vi um furo no braço dela e gritei para eles me ajudarem a trazer. Perdi minha neta e meu bisneto”, disse a mulher, chorando.

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O crime aconteceu na tarde da última terça-feira (8), em uma comunidade no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Kathlen Romeu tinha 24 anos, era designer de interiores e estava grávida de 4 meses. No mesmo dia da morte, a jovem fez uma publicação das redes sociais mostrando a barriga e desejando bom dia ao bebê.

A versão da Polícia Militar é de que houve um confronto entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e criminosos no local chamado de “Beco do 14”. A PM diz que os policiais foram atacados e, por isso, o confronto teria começado.

Kathlen e a avó iam encontrar a tia da jovem quando ela foi atingida. De acordo com a PM, ela chegou a ser levada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu.

A avó ainda revelou à TV Globo que Kathlen havia se mudado do local com medo da violência. “Aquela minha rua tá muito perigosa. Eu não queria ter perdido minha neta e perdi desse jeito estúpido. Uma garota que trabalha, que estuda, formada. Só isso que eu tenho a dizer, eu não tenho mais nada. Perdi minha neta num tiroteio bárbaro que a gente não culpa de nada.”

Na terça-feira, mesmo dia do crime, moradores da região fizeram um protesto na Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá. As pistas ficaram fechadas por cerca de três horas. A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o assassinato de Kathlen. Testemunhas serão ouvidas para identificar quem foi o responsável pelo disparo que atingir a designer de interiores.

A operação da PM resultou na apreensão de um carregador de fuzil, munições e drogas.

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