Perfil do Exército perde 373 mil seguidores após golpistas 'se chatearem'

Antes da posse de Lula, conta sofreu um 'boom' em meio a esperança de golpe por parte de bolsonaristas

Antes cheios, acampamentos bolsonaristas foram esvaziados após a posse presidencial; Exército perdeu seguidores por não intervir como pediam os golpistas (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Antes cheios, acampamentos bolsonaristas foram esvaziados após a posse presidencial; Exército perdeu seguidores por não intervir como pediam os golpistas

(EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

  • Perfil do Exército perde 372 mil seguidores em quatro dias após posse de Lula;

  • Cerimônia deu fim à expectativa de bolsonaristas de um golpe militar;

  • Antes da debandada, conta ganhou mais de 4,5 milhões de seguidores às vésperas da posse.

O perfil do Exército Brasileiro perdeu 373 mil seguidores em quatro dias, após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dar fim a qualquer expectativa de um golpe militar que barrasse o resultado da eleição.

Antes da debandada, no entanto, o perfil teve um ‘boom’ no número de internautas que passaram a segui-lo. O aumento aconteceu às vésperas da posse, quando bolsonaristas ainda acreditavam em uma intervenção militar.

Na ocasião, a tensão sobre o cenário político fez com que a conta passasse de 3,1 milhões de seguidores para 7,6 milhões, segundo monitoramento da empresa Ativa Web – ou seja: ganhou 4,5 milhões de seguidores, número bem mais expressivo com relação ao que foi perdido.

Acampamento bolsonarista fica vazio

Após a posse de Lula, a atividade de acampamentos bolsonaristas em frente ao quartel do Exército em Brasília chegou a quase zero. Segundo reportagem do UOL, o espaço lotado de pessoas em cadeiras de praia deu lugar a um ambiente vazio e com manifestantes recolhendo suas coisas.

O silêncio também substituiu as marchas militares e o hino à bandeira, frequentemente tocados durante os protestos golpistas. Cultos, buzinaços e rodas de conversa cessaram e um único homem foi visto olhando ao redor.

Além desses sinais, outras atividades deixaram claro que os acampamentos estavam em seus dias finais. Ônibus recolhendo pessoas, barraca restaurante sem fila, garis limpando o local do acampamento e recolhendo entulho são alguns dos observados.

Por volta das 9h, caminhoneiros abandonaram a frente do QG militar buzinando. O estacionamento, ocupado por manifestantes que iam aos protestos de carro - geralmente, moradores de Brasília - ficaram vazios com a falta das antigas presenças.