Perguntado sobre corrupção, Lula passa a citar casos do governo Bolsonaro

Lula deu entrevista à Rádio Clube, do Pará (REUTERS/Carla Carniel)
Lula deu entrevista à Rádio Clube, do Pará

(REUTERS/Carla Carniel)

  • Lula cita casos de corrupção do governo Bolsonaro em entrevista;

  • Candidato acusa o adversário de não investigar escândalos envolvendo família e Covid;

  • Ele também cita mentiras ditas durante o último debate

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou, nesta quarta-feira (31), seu adversário Jair Bolsonaro (PL) de mentir no debate apresentado pela TV Band no último domingo (28) e de esconder indícios de corrupção.

“Hoje tem um presidente da República que não apenas coloca a sujeira embaixo do tapete, como transforma em sigilo de 100 anos toda e qualquer denúncia contra ele”, disse, em entrevista à Rádio Clube, do Pará.

O petista apontou na conversa que o atual presidente não “exigiu a investigação do [Fabrício] Queiroz, dos seus filhos, e das denúncias que a CPI [da Covid] encontrou contra o [Eduardo] Pazuello [ex-ministro da Saúde] nas negociações da vacina”.

Lula ainda chamou a atenção para a promessa de Bolsonaro de manter o Auxílio Brasil no patamar de R$ 600 em 2023, apesar de não ter previsto os gastos na Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada ao Congresso, e acusou o presidente de usar a esposa, Michelle Bolsonaro, para “mentir sobre transposição do Rio São Francisco” na propaganda eleitoral exibida na televisão nesta terça-feira (30). “A desfaçatez dele de mentir é algo indescritível, eu nunca tinha visto na história do Brasil”, criticou.

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Promessas anticorrupção

Durante a entrevista, Lula prometeu que, caso seja eleito, qualquer integrante da gestão será investigado se houver indícios de irregularidade. “Não haverá possibilidade de esconder qualquer falcatrua. Seja do menor funcionário até o presidente da República. […] Não haverá carpete na sala do presidente”, garantiu.

O candidato ainda citou ações de seu governo para combater a corrupção no passado, como o Portal da Transparência, a Controladoria-Geral da União, a Lei de Acesso à Informação (aprovada apenas no governo de Dilma Rousseff), dentre outros. “Fizemos com que o cartão corporativo fosse transparente e agora o cartão do presidente tem sigilo de 100 anos” apontou.

Lula também aproveitou para citar que foi absolvido em 26 processos na Justiça Federal e dizer que a única condenação “foi a do [Sergio] Moro, a pedido do [Deltan] Dallagnol, porque havia interesse político de que eu não concorresse [às eleições] em 2018”. O petista, no entanto, segue com 5 processos trancados e/ou suspensos na Justiça.

No debate entre os presidenciáveis na Band, Bolsonaro levantou logo de cara o tema da corrupção contra a Lula. As resposta do petista foram consideradas ruins, inclusive pelo núcleo de sua campanha, já que não esclareceram as denúncias contra ele nem citaram os escândalos do governo atual.

Com informações do Poder360