Perícia contratada por corintiano diz que ele não falou 'macaco'

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Rafael Ramos e Edenilson protagonizaram discussão no jogo realizado no Beira Rio. Foto: Silvio Avila/Getty Images
Rafael Ramos e Edenilson protagonizaram discussão no jogo realizado no Beira Rio. Foto: Silvio Avila/Getty Images

O caso entre o lateral direito do Corinthians Rafael Ramos e o meia Edenilson, do Internacional, onde o jogador do ‘Colorado’ afirma que recebeu uma injúria racial, segue com novidades.

Desta vez, o jogador do time paulista contratou uma empresa especializada em perícia forense para análise fonética das imagens da discussão durante jogo realizado em 14 de maio. O estudo do caso apontou que o português falou "foda-se, mano, caralho", frase citada pelo mesmo em depoimento à polícia.

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Assim a situação fica ainda mais complicada, já que a primeira perícia apresentada pela defesa, apontou outra expressão: "pô, caralho". A empresa que fez a nova análise é 'The Perfect Link' Forensics, especializada em perícia forense, com sede em São Paulo.

Este é o segundo laudo realizado a pedido de Rafael Ramos, que acabou detido por injúria racial após o jogo no estádio Beira-Rio, mas pagou fiança e aguarda conclusão de inquérito instaurado pela 2ª Delegacia de Porto Alegre.

"A análise do vídeo em câmera lenta, somada à análise dos vocábulos pôde comprovar que o que foi pronunciado pelo atleta Rafael Antônio Figueiredo Ramos foi de fato a expressão que este alegou ter pronunciado, ou seja: "Foda-se mano, caralho" e não a expressão que o atleta Edenílson Andrade dos Santos julga ter ouvido: "Foda-se Macaco", diz a perícia particular.

Em um longo relatório de 44 páginas, o perito afirma ter analisado três vídeos onde levou em consideração as expressões citadas no caso: a acusação de Edenilson, que referiu ter escutado a frase 'foda-se, macaco', e a versão de Rafael Ramos, que disse à polícia ter falado 'foda-se, mano caralho'. A análise técnica aponta que as expressões têm diferenças de tonicidade e extensão de pronúncia.

Enquanto isso, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul ainda aguarda a perícia de leitura labial, realizada pelo IGP (Instituto Geral de Perícias) para concluir o inquérito, apesar da delegada da 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, Ana Caruso, já ter afirmado ter elementos suficientes para indiciar Rafael Ramos por crime de injúria racial.

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