Peritos da PF iniciam trabalho interno no Hospital de Bonsucesso para buscar vestígios após incêndio

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Os peritos da Polícia Federal comçaram nesta terça-feira, dia 10, o trabalho interno de busca de vestígios do incêdio que atingiu o Hospital federal de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 27 de outubro. Isso só foi possível após a finalização do escoramento no prédio 1, onde originou as chamas e a fumaça na unidade de saúde, onde 16 mortes de pacientes já foram contabilizadas ate o momento. O delegado federal que investiga o caso ouviu as duas primeiras pessoas que estavam envolvidas diretamente no pronto atendimento do incêndio no HFB. Elas chegaram no fim desta manhã na sede da Superintendência da PF, no Centro do Rio.

As demais testemunhas serão chamadas por ordem de hierarquia, assim, o diretor da unidade federal, Dr. Edson Joaquim Santana, deve ser um dos primeiros intimados a depor. Ele já havia prestado um depoimento à PF de maneira informal. Funcionários como seguranças, médicos e enfermeiros também estão sendo chamados. Os depoimentos podem durar semanas.

A PF já analisa imagens da câmeras de segurança do Prédio 1 para descobri a causa do incêncio no Hospital de Bonsucesso. No dia 30 de outubro, três dias após o incêndio, os peritos do órgão conseguiram entrar no almoxarifado. A planta do hospital foi entregue pela direção do HFB. Naquele mesmo dia, um delegado da Polícia Federal se reuniu com o diretor da unidade de saúde na sede do centro médico. O ortopedista entregou vários documentos para a PF sobre a atual situação estrutural do complexo formado por seis prédios.

Os peritos querem saber o que causou o incêndio que teria começado no almoxarifado do Prédio 1. Especula-se que material inflamável teria feito com que o fogo se alastrasse rapidamente por todo o subsolo. Tudo que estava ali foi consumido, como equipamentos de raios-x e de tomografia. A Polícia Federal não tem data para concluir o inquérito. Em nota, a instituição disse que “foi instaurado Inquérito Policial para apurar as circunstâncias do fato”. Ainda de acordo com a PF, o órgão não vai comentar o andamento da investigação.