Peronismo terá quórum próprio e maioria no Senado argentino

A ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) (e) renunciou à vaga de senadora, que ocupa desde 2017, já que assumirá como vice-presidente, presidindo, por isso, o Senado. O ex-chanceler Jorge Taiana (d) será seu suplente

Os 24 senadores eleitos em 27 de outubro juraram nesta quarta-feira (27) o cargo que ocuparão até 2023 no Senado, onde o peronismo terá quórum próprio e maioria, depois de se juntar aos blocos alinhados ao presidente eleito, Alberto Fernández.

"O bloco se chamará Frente de Todos. É muito importante o número que temos, que somos 41 senadores (de um total de 72). Temos quórum, maioria em todas as comissões e cerca de 2/3 dos senadores", declarou o titular do bloco peronista, José Mayans.

A ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) renunciou à vaga de senadora, que ocupa desde 2017, já que assumirá como vice-presidente, presidindo, por isso, o Senado. O ex-chanceler Jorge Taiana será seu suplente.

"Este bloco de 41 é uma grande conquista, dará muito fôlego ao presidente. O olhar de Cristina Kirchner para armar o bloco do PJ (peronismo) foi ampliar para que todos estejam confortáveis no Senado", disse o senador por Córdoba Carlos Caserio.

O bloco Juntos por el Cambio (ex-Cambiemos), alinhado ao presidente Mauricio Macri, será oposição a partir de 10 de dezembro, contando com 27 assento. Os demais integram forças provinciais.

Junto com as eleições presidenciais, se renovaram um terço do Senado e a metade das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados, cujos novos legisladores jurarão em uma sessão especial em 4 de dezembro.

Tudo indica que na Câmara dos Deputados, a coalizão Cambiemos manterá a primeira minoria e o peronismo unido ficará na segunda.