Persistem 'diferenças consideráveis' sobre plano de estímulo econômico nos EUA

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(ARQUIVO) O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em audiência do Comitê de Pequenas Empresas da Câmara, no Capitólio, em Washington, DC, em 17 de julho de 2020.
(ARQUIVO) O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em audiência do Comitê de Pequenas Empresas da Câmara, no Capitólio, em Washington, DC, em 17 de julho de 2020.

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmou nesta sexta-feira (23) que persistem "diferenças consideráveis" entre republicanos e democratas sobre um novo plano de estímulo econômico nos Estados Unidos. 

Mnuchin, que negocia pelo governo com Nancy Pelosi, líder da maioria democrata na Câmara de Representantes, afirmou que houve "muitos avanços em muitas áreas". "Mas ainda há diferenças consideráveis", insistiu. 

Faltando 11 dias para as eleições presidenciais de 3 de novembro, Mnuchin deu a entender que são os democratas os que devem dar um passo. 

"Se ela (Pelosi) quer fazer um acordo, então teremos um acordo", declarou o secretário do Tesouro de Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca. 

Trump reiterou a acusação contra os democratas de querer favorecer com novos recursos "estados democratas mal administrados". 

Segundo Trump, Pelosi não quer um acordo antes das eleições. "Não creio que queira que as pessoas recebam dinheiro antes das eleições", enfatizou. 

Pelosi, por sua vez, se disse confiante em um acordo, em declarações à MSNBC. 

Democratas e republicanos estão estagnados a meses em discussões sobre novas medidas que restaurem o expirado pacote de 2,2 trilhões de dólares da lei CARES, aprovada em março, quando a pandemia chegou aos Estados Unidos. 

No entanto, as partes não chegam a um acordo sobre quanto gastar ou de que forma fazê-lo. Os democratas pedem para ajudar estados e governos locais mais expostos aos danos econômicos da pandemia. 

O governo propõe US$ 1,9 trilhão e os democratas, US$ 2,2 tri. 

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