Personalidades europeias pedem sanções contra o 'regime de opressão' na Rússia

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A polícia russa detém um homem durante uma manifestação em apoio ao opositor russo Alexei Navalny em 31 de janeiro de 2021 em Moscou

Várias personalidades do mundo político e universitário europeu pediram sanções mais fortes contra o "regime de opressão" na Rússia, em uma carta publicada na revista francesa de geopolítica Le Gran Continent.

A carta, publicada no domingo, denuncia "as medidas fracas" contra os "crimes do regime", que não deram "nenhum resultado" e pede sanções mais fortes contra os líderes russos.

As 27 personalidades que assinaram, entre as quais estão figuras como o ex-eurodeputado Daniel Cohn-Bendit, o filósofo especializado em Rússia, Michel Eltchaninoff e o ex-ministro de assuntos europeus do Reino Unido, Denis MacShane, desejam que a Europa sancione os autores de "graves violações dos direitos humanos (...) congelando seus bens e proibindo-os o acesso ao território das democracias" europeias.

"É preciso deixar claro que não haverá impunidade com eles", afirmam os autores, em relação ao que consideram "crimes cometidos pelo Kremlin na Síria, mas também em Georgia (...) e na Ucrânia".

Eles exigem, igualmente, ajuda financeira para a sociedade civil russa e para os meios de comunicação livres, assim como o abandono do projeto de gasoduto submarino Nord Stream 2, que conectaria a Rússia com a Alemanha.

A repressão das manifestações de apoio ao principal opositor ao Kremlin, Alexei Navalny, que ocorrem desde 23 de janeiro, culminaram em cerca de 10.000 detidos, um recorde em comparação com os últimos anos.

Alexei Navalny, que sobreviveu no ano passado a uma tentativa de envenenamento, foi detido em 2 de fevereiro na saída de seu comparecimento a um tribunal russo, e enfrenta uma pena de dois anos e oito meses.

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